Redução no preço da gasolina ainda não chega ao consumidor na Grande BH, aponta pesquisa

Pesquisa em 190 postos mostra que redução anunciada pela Petrobras nas refinarias não foi totalmente repassada às bombas

O corte foi de 5,2% no valor do combustível vendido às distribuidoras, o que representa uma redução de cerca de 14 centavos por litro

Mesmo com a redução no preço da gasolina anunciada pela Petrobras já em vigor nas refinarias, o consumidor ainda não sente o impacto no bolso em Belo Horizonte e região.

O corte foi de 5,2% no valor do combustível vendido às distribuidoras, o que representa uma redução de cerca de 14 centavos por litro.

O levantamento do site MercadoMineiro, em parceria com o aplicativo comOferta.com, divulgado nesta segunda-feira (2), foi realizado entre os dias 28 e 30 de janeiro de 2026 e ouviu 190 postos.

De acordo com a pesquisa, a gasolina comum teve queda de 1% no preço médio em relação ao início de janeiro, passando de R$ 6,33 para R$ 6,27. Mesmo com a redução, a diferença entre os postos é grande: o litro pode custar de R$ 5,74 no local mais barato até R$ 6,88 no mais caro.

Já o etanol ficou um pouco mais caro, com o preço médio subindo de R$ 4,71 para R$ 4,74, alta de 0,72%. A variação entre os postos é ainda maior que a da gasolina, com valores entre R$ 4,19 e R$ 5,05.

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Para quem tem veículo flex, os dados indicam que, a gasolina é a opção mais vantajosa. Pelo cálculo usado no mercado, o etanol só compensa quando custa até 70% do valor da gasolina, mas atualmente essa relação está acima disso.

Considerando o custo por quilômetro rodado, a gasolina sai por cerca de R$ 0,54, enquanto o etanol chega a R$ 0,56.

O diesel S10 se manteve praticamente estável, com preço médio de R$ 6,06. Ainda assim, há diferença entre os postos, com o litro variando de R$ 5,69 a R$ 6,69, cerca de 17%.

Veja tabela

Confira os preços;

Nas ruas

Pelas ruas, muitos motoristas reclamaram devido à demora para a redução de 14 centavos. A personal trainer Emanuele Mendes Fialho, de 38 anos, disse que roda com frequência por Belo Horizonte e Nova Lima e não viu nenhuma mudança nos valores.

“Não percebi redução nenhuma. Tá complicado, o preço segue o mesmo”, afirmou.

Já o motorista Luiz Cláudio Filho, de 60, disse que os postos seguem cobrando os mesmos valores. Para o aposentado Cleiton Stalen, de 50 anos, a demora no repasse causa indignação.

“A gente abastece uma ou duas vezes por semana e não vê esse retorno. Quando aumenta, sobe rápido, mas para baixar demora”, reclamou.

O que diz o Minaspetro

Na semana passada, à Itatiaia, o presidente do Minas Petro, Rafael Macedo, disse que a demora ocorre por causa de fatores como estoques, logística e o fato de os postos comprarem o combustível das distribuidoras, e não diretamente da estatal.

Para economizar, a recomendação é pesquisar: a consulta pode ser feita no site do MercadoMineiro ou pelo aplicativo comOferta.com.

Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.

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