A redução no preço da gasolina anunciada pela Petrobras ainda não deve chegar imediatamente aos postos de combustíveis. Em muitos casos
A estatal informou uma redução de pouco mais de 5% no valor da gasolina, o que representa cerca de 14 centavos por litro ao consumidor. Segundo o presidente do Minas Petro, Rafael Macedo, fatores como estoques, logística e composição do combustível explicam a demora no repasse.
“O dono de posto não compra diretamente da Petrobras. Ele compra da distribuidora e simplesmente repassa o valor. Ele não tem margem de manobra”, explicou.
Rafael Macedo destaca ainda que o impacto da redução é atenuado pelo aumento no preço do etanol, que compõe 30% da gasolina.
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“Desde que mudou essa composição, o etanol subiu cerca de 20% nas usinas. Então não adianta a gasolina cair 14 centavos se o etanol sobe do outro lado. Isso diminui o impacto da redução anunciada pela Petrobras”, afirmou.
Outro fator apontado é o tempo necessário para que o reajuste percorra toda a cadeia de distribuição.
“A gente precisa olhar o filme, não só a foto. Existe um ciclo: o reajuste chega à distribuidora, depois ao posto, e só então ao consumidor. Não dá para achar que anunciou hoje e amanhã já vai cair na bomba”, disse.
Peso no bolso
Enquanto isso, consumidores seguem atentos aos preços nos postos. O serralheiro Albert Gomes, que utiliza o carro diariamente para trabalhar em Belo Horizonte, afirma que o peso no bolso continua alto.
“Tá caro, tá puxado. Quando abaixa, abaixa pouca coisa”, relatou. Já Valdeci Trinca de Oliveira, servidor da prefeitura e motorista durante toda a jornada de trabalho, diz que a redução ainda é insuficiente.
“Dá pra sentir uma diferença, mas podia baixar mais. Uns 10% no mínimo ajudaria bastante”, avaliou.O entregador João Victor de Carvalho Ferreira, que trabalha no Mercado Livre, também considera o alívio pequeno.
“Ajuda um pouco, mas ainda tá caro. Uns 15% seria o ideal”, afirmou.