O Ministério Público de São Paulo denunciou o médico Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, que
A denúncia foi oferecida na segunda-feira (26) pelo promotor de Justiça Vitor Petri e revelada nesta terça-feira (27). Para Petri, Carlos Filho cometeu os homicídios com as qualificadoras de motivo fútil, causando perigo comum, recurso que impossibilitou a defesa das vítimas e com uso de arma de fogo restrita.
O homem foi preso em flagrante no dia 16 de janeiro após sacar uma pistola calibre 9mm e efetuar diversos disparos contra as vítimas, mesmo na presença de guardas municipais, fato destacado pelo MP e de frequentadores de outros estabelecimentos da região.
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As vítimas dos disparos são Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, e Vinicius dos Santos Oliveira, de 35. Imagens mostram o momento em que os médicos se desentendem no local. É possível ver que eles discutem e, logo em seguida, trocam socos.
Após a briga, a Guarda Civil Municipal foi acionada e compareceu ao restaurante. A situação teria sido inicialmente controlada. Em abordagem, os agentes questionaram se Carlos estava armado, mas ele negou.
No entanto, instantes depois, Luís Roberto e Vinicius saem do local. Nesse momento, o médico seguiu em direção a eles, sacou uma arma calibre 9mm e disparou diversas vezes.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), em nota enviada na data dos fatos, a arma de fogo foi apreendida, além de cápsulas deflagradas, uma bolsa, documentos diversos e R$ 16.140. A polícia representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.
O recebimento da denúncia fica a cargo do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. O caso foi registrado como homicídio e localização/apreensão de objeto pela Delegacia de Barueri.
Em 2025, o médico Carlos já havia sido detido em um caso de racismo dentro de um hotel de alto padrão, em Aracaju (SE).