Procon BH registra alta de reclamações; média é de 70 atendimentos por dia

Empréstimos consignados, golpes e cobranças indevidas lideram as mais de 26 mil reclamações registradas

Alta na procura desde 2023 levou o Procon BH a ultrapassar 26 mil atendimentos em um ano

Mais de 26 mil pessoas foram atendidas pelo Procon BH em 2025, número que confirma o aumento da procura pelo órgão desde 2023. As principais reclamações envolvem renegociação de dívidas, empréstimos e cartões consignados, além de cobranças indevidas, segundo a diretora do Procon BH, Ana Paula Castro.

“Hoje, o carro-chefe do Procon são as reclamações contra bancos e instituições financeiras. Temos muitos casos de golpes, que estão aumentando cada vez mais, e de empréstimos consignados não solicitados”, explica a diretora.

Ela acrescenta que também há um volume significativo de queixas contra prestadores de serviços e o varejo.

“Na prestação de serviço, aparecem muitas reclamações contra academias e serviços contratados para a casa, como manutenção e marcenaria. Já no varejo, são lojas grandes, drogarias e supermercados, com descumprimento de oferta e diferença de preços. Cresceram ainda os problemas com compras pela internet, principalmente a não entrega do produto”, detalha.

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Ana Paula Castro também orienta sobre como registrar reclamações e denúncias.

“Hoje temos duas formas de atendimento: presencial e virtual. O presencial funciona apenas com agendamento prévio, feito pelo site da Prefeitura. Já o atendimento online é pelo Portal de Serviços da Prefeitura de Belo Horizonte”, afirma.

A reportagem foi às ruas ouvir consumidores que já recorreram ao órgão. A auxiliar de serviços gerais Rosângela Ribeiro Barbosa, de 58 anos, conta que procurou o Procon após dificuldades com uma operadora de telefonia. “Comprei um celular, fui roubada e continuei pagando o plano. A operadora não queria cancelar. Tive que resolver tudo online, foi difícil, mas consegui com ajuda. Deu certo, mas foi bem desgastante”, relata.

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Outro caso é o da estudante Maria Vitória, de 26, acompanhada do pai, o advogado Lúcio Silva, de 56. Eles buscaram o Procon após problemas com uma empresa contratada para a formatura.

“Os convites não foram entregues antes da formatura. Vamos pedir o auxílio do Procon para notificar a empresa e conseguir a restituição do valor pago”, explica Lúcio.

Já o ambulante Francisco Elias Félies, de 70, afirma que teve uma experiência positiva. “A empresa dizia que eu estava devendo, mas eu tinha os comprovantes. O Procon resolveu e ainda recebi R$ 300 de multa. Para mim, foi muito bom”, conta.

Laura Gorino é graduanda em Jornalismo na UFOP e atua como Assistente de Comunicação na rádio Itatiaia Ouro Preto. A mineira atualmente atua na produção e apresentação do jornal e noticiários.

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