Justiça marca 1° audiência do caso Alice, mulher trans espancada e morta em BH

Alice Martins Alves foi espancada na madrugada de 23 de outubro de 2025; ela faleceu em 3 de novembro, aos 33 anos, por complicações dos ferimentos

Alice foi espancada na madrugada de 23 de outubro de 2025

A primeira audiência de instrução do caso envolvendo a mulher trans Alice Martins, espancada e morta em Belo Horizonte, em outubro de 2025, foi marcada pelo 1º Tribunal do Júri Sumariante da capital para o dia 10 de março. Alice foi espancada na madrugada de 23 de outubro de 2025. Ela morreu em 3 de novembro, aos 33 anos, por complicações dos ferimentos.

Duas pessoas foram indiciadas pelo crime: o garçom Arthur Caique Benjamin de Souza, de 27 anos, preso desde dezembro, e o garçom William Gustavo de Jesus do Carmo, de 20 anos, que responde ao processo em liberdade. Ainda não se sabe quantas testemunhas serão ouvidas na audiência, uma vez que as defesas não apresentaram o rol de testemunhas.

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Audiência vai ocorrer no 1º Tribunal do Júri Sumariante de Belo Horizonte, na avenida Augusto de Lima, no Barro Preto, na Região Centro-Sul da capital mineira, às 13h30.

Em nota, o advogado da família de Alice, Tiago Lenoir, afirmou estar confiante de que a audiência de instrução “confirmará integralmente os elementos já apurados no inquérito policial.”

“A expectativa da família é que, ao final da instrução, eles sejam pronunciados e levados a julgamento pelo Tribunal do Júri, para que a sociedade, por meio do júri popular, reconheça a gravidade do crime e promova a devida condenação”, escreveu.

Relembre o caso Alice

Os dois garçons da lanchonete Rei do Pastel, localizada na Savassi, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, perseguiram e espancaram Alice Martins na madrugada do dia 23 de outubro, segundo a Polícia Civil (PCMG).

Na ocasião, os dois homens acusaram a mulher de deixar o estabelecimento sem pagar uma conta de R$ 22.

Embora a dívida tenha sido o estopim para a perseguição, a delegada Iara França afirmou, em coletiva de imprensa realizada em 4 de dezembro, que a motivação transfóbica tornou as agressões mais brutais.

As investigações apontaram Arthur Caique Benjamin de Souza como coordenador do ataque. O garçom era responsável pela mesa. Ele deixaria de receber uma gorjeta de r$ 2,20 em razão da conta não quitada.

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo

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