Diarista que matou casal em BH roubou outros clientes dias antes do crime, diz PC
Investigação aponta que Paola Stefany dopava clientes durante faxinas para roubar dinheiro e objetos; uma das vítimas perdeu cerca de R$ 30 mil

A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, suspeita de matar o advogado Cláudio Atala, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Atala, de 76, também é investigada por aplicar o mesmo golpe em outros clientes em Belo Horizonte e Contagem. Segundo o delegado Gustavo Barletta, do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), uma das vítimas foi roubada apenas cinco dias antes do latrocínio que vitimou o casal de idosos.
De acordo com Barletta, a repercussão do caso levou outras vítimas a procurarem a Polícia Civil. Ao todo, quatro pessoas relataram terem sido dopadas pela diarista durante serviços de limpeza e, em seguida, tiveram dinheiro e objetos furtados ou roubados.
Quem são as outras vítimas?
Segundo a Polícia Civil, as novas vítimas identificadas são:
- Uma idosa de 85 anos, de Contagem, que teve bens levados após contratar a diarista para realizar uma faxina;
- A filha dessa idosa, também vítima da suspeita em uma residência diferente;
- Uma mulher de Belo Horizonte, que foi roubada cerca de cinco dias antes do assassinato de Cláudio Atala e Maria Clotilde. Segundo a investigação, aproximadamente R$ 30 mil foram levados da residência;
- O marido dessa mulher, também considerado vítima no mesmo crime.
Vítima dormiu no estacionamento de supermercado
Raphaella Parreiras, de 28 anos, nutricionista e moradora do bairro Buritis, contou em entrevista á Itatiaia que acredita ter sido dopada no dia em que Paola esteve em sua casa para realizar uma faxina, em 24 de junho, cinco dias antes do latrocínio que vitimou Cláudio Atala e Maria Clotilde.
Raphaella relembra que, após a diarista deixar o imóvel, saiu de casa com o marido e começou a sentir um sono intenso, incomum. Segundo ela, o cansaço foi tão forte que precisou parar o carro e acabou dormindo dentro do veículo.
"Eu saí de casa para ir ao mercado com meu marido e dormi no carro. Nunca tinha acontecido isso comigo", relatou.
O relato chamou a atenção da Polícia Civil e reforçou a suspeita de que a diarista utilizava medicamentos para dopar as vítimas antes de subtrair dinheiro e objetos de valor.
A mulher só percebeu que havia sido vítima depois que o caso ganhou repercussão na imprensa. Ao reconhecer as imagens de Paola divulgadas pelos veículos de comunicação, notou o desaparecimento de bens da residência e procurou a Polícia Civil.
Suspeitas antigas

Já a idosa de Contagem e a filha desconfiavam da diarista desde 2024, quando os furtos ocorreram, mas não tinham elementos suficientes para comprovar a autoria.
Segundo Gustavo Barletta, os dois casos já eram investigados em inquéritos distintos nas delegacias responsáveis, mas somente após o avanço das investigações sobre o assassinato do casal de idosos foi possível relacionar os crimes à mesma suspeita.
Após o depoimento da vítima mais recente, policiais entraram em contato com familiares de Paola, que autorizaram buscas na residência da investigada. No imóvel, parte dos objetos furtados foi localizada e recuperada para devolução às vítimas.
Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.
Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.




