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Delegado diz que diarista que matou idosos em BH mudou de versão várias vezes

Paola Stefany Neto Cirino foi indiciada por latrocínio cometido contra o casal de idosos Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76

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Diarista Paola Stefany Neto Cirino confessou ter matado Cláudio Atala e Maria Clotilde • Reprodução

O delegado João Prata, chefe da Divisão Operacional do Departamento de Crimes contra o Patrimônio (Depatri), afirmou, em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (14), que a diarista Paola Stefany Neto Cirino apresentou diferentes versões sobre o crime para a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Ela foi indiciada por latrocínio, roubo seguido de morte, cometido contra o casal de idosos Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, em Belo Horizonte.

“Durante a prisão no hotel de Itabira, ela veio com uma versão. Durante a reconstituição, ela veio com outra versão. E já aqui durante a sua segunda oitiva, que na primeira oitiva ela permaneceu em silêncio, ela já veio com outro tipo de narrativa. Durante a reconstituição, ela demonstrou ser uma pessoa completamente fria e dissimulada”, afirmou o delegado. 

Segundo o policial, Paola narra os acontecimentos que precederam o crime com detalhes, com exceção dos momentos dos ataques. “No que tange a quem foi a primeira vítima, o porquê de ela ter atacado, qual é essa sequência cronológica, ela começa a dar uma de desentendida. E isso de nenhuma forma exclui a sua imputabilidade”, afirmou o delegado. 

João Prata informou que ainda não há certeza se Paola foi ao local na intenção de cometer o latrocínio ou se, no apartamento do casal, ela viu a quantidade de dinheiro que havia e decidiu agir. “Como ela já vinha praticando isso há mais tempo, tudo leva a crer que ela já foi lá para iniciar essa subtração”, afirmou o delegado. Com a conclusão do inquérito, a PCMG revelou que Paola teria dopado outros clientes anteriormente. Segundo o delegado, a diarista nega que o crime tenha sido premeditado. 

Na coletiva de imprensa, o policial também frisou que a participação de um motorista para levar e buscar Paola com ciência do crime foi totalmente descartada. Segundo João Prata, o condutor que fez o transporte da diarista era um trabalhador por aplicativo e não sabia dos fatos.

Relembre o caso

Paola Stefany Neto Cirino confessou a autoria do latrocínio que vitimou o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. O crime foi cometido em 29 de junho no apartamento das vítimas no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul. Os corpos foram encontrados no dia seguinte pelo filho do casal.

A investigada estava no primeiro dia de trabalho no local após ser indicada por um primo de Maria Clotilde para realizar o serviço. Durante o almoço, ela bateu alguns comprimidos no liquidificador ao preparar um suco e dopou o casal. Cláudio Atala Inácio dormiu no quarto, enquanto Maria Clotilde dormiu na sala.

Ela matou o casal com diversas facadas, tomou banho, trocou de roupa e foi negociar os bens roubados no Centro de Belo Horizonte. A mulher foi presa em um hotel em Itabira, na Região Central de Minas Gerais, na noite de 1º de julho.

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Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.

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Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.