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'Estamos sendo vigiados', desabafa trabalhadora após diarista matar idosos em BH

A declaração foi dada na tarde desta quarta-feira (8) enquanto a principal suspeita, Paola Stefany Neto Cirino, retornava ao apartamento para a reconstituição do crime junto a PCMG

Por e 
diarista Lilian Almeida, de 45 anos em entrevista durante a reconstituição do crime nesta quarta (8) • Itatiaia

"Estamos sendo vigiadas por causa dela", disse a diarista Lilian Almeida, de 45 anos que protestava em frente ao apartamento dos idosos assassinados no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

A declaração foi dada na tarde desta quarta-feira (8) enquanto a Polícia Civil de Minas Gerais chegava no local com a principal suspeita, Paola Stefany Neto Cirino. Ela retorna ao apartamento pela primeira vez para participar da reprodução simulada do assassinato do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76.

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Em entrevista à Itatiaia, a diarista Lilian Almeida, de 45 anos, disse que profissionais da área estão sendo prejudicados pela repercussão do crime.

Segundo Lilian, que atua há mais de duas décadas como diarista, clientes passaram a exigir mais referências e informações pessoais antes da contratação.

"Agora, para você trabalhar, estão pedindo onde você mora, referências de três, quatro, cinco pessoas. Nós trabalhamos honestamente há mais de 20 anos e agora estamos sofrendo preconceito", afirmou.

Ela disse que o episódio prejudicou a imagem de profissionais que vivem do trabalho doméstico.

"Prejudicou demais. A gente não consegue mais indicar outras pessoas para trabalhar. Estamos com medo e vivendo sobressaltadas."

Ainda durante a entrevista, Lilian condenou a conduta da investigada e fez questão de diferenciar o comportamento da suspeita da atuação da maioria das diaristas.

"Nem todo mundo é igual. Somos honestas, temos referência, trabalhamos dignamente. Não é porque fomos criadas na favela que todo favelado é igual. Existe muita gente honesta trabalhando todos os dias."

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Relembre o caso

Paola Stefany Neto Cirino confessou a autoria do latrocínio que vitimou o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. O crime foi cometido em 29 de junho no apartamento das vítimas no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul. Os corpos foram encontrados no dia seguinte pelo filho do casal.

A investigada estava no primeiro dia de trabalho no local após ser indicada por um primo de Maria Clotilde para realizar o serviço. Durante o almoço, ela bateu alguns comprimidos no liquidificador ao preparar um suco e dopou o casal. Cláudio Atala Inácio dormiu no quarto, enquanto Maria Clotilde dormiu na sala.

Ela matou o casal com diversas facadas, tomou banho, trocou de roupa e foi negociar os bens roubados no Centro de Belo Horizonte. A mulher foi presa em um hotel em Itabira, na Região Central de Minas Gerais, na noite de 1º de julho.

Nessa segunda-feira (6), a Polícia Civil realizou novas diligências no apartamento das vítimas e identificou a faca utilizada no crime.

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Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.