‘Fria e calculista’: vizinhas de casal de idosos morto por diarista dizem estar com medo
Enquanto moradores relatam ter redobrado atenção com profissionais da área, diaristas protestam contra preconceito gerado pelo crime

Moradoras do bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, afirmam que o assassinato do casal de idosos aumentou a sensação de insegurança entre quem vive na região depois da morte do casal de idosos, roubados e assassinados por diarista.
A aposentada Eliana Martins, vizinha do prédio onde o crime aconteceu, classificou a suspeita como uma pessoa "fria e calculista".
"Ela é fria, calculista e vagabunda. Pelo que a gente viu nas reportagens, não seria a primeira vez que ela dopava pessoas", afirmou à Itatiaia.
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Outra moradora, Rosana Martins, disse que o caso mudou a forma como pretende contratar prestadores de serviço.
"Esse tipo de crime sempre acontece, mas quando acontece perto da gente, o medo aumenta. Se eu tiver que contratar uma pessoa agora, vou exigir referências. Você coloca alguém dentro da sua casa acreditando que vai ajudar e acontece uma tragédia dessas. É algo imprevisível", disse.
Já Ellidete Araújo afirmou que nunca imaginou presenciar um crime semelhante na vizinhança.
"É uma coisa horrível. A gente nunca imaginava que isso podia acontecer. Dá medo de tudo. É uma barbaridade que a gente nem consegue entender", relatou.
Em entrevista à Itatiaia, a diarista Lilian Almeida, de 45 anos, disse que profissionais da área estão sendo prejudicados pela repercussão do crime:
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Relembre o caso
Paola Stefany Neto Cirino confessou a autoria do latrocínio que vitimou o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. O crime foi cometido em 29 de junho no apartamento das vítimas no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul. Os corpos foram encontrados no dia seguinte pelo filho do casal.
A investigada estava no primeiro dia de trabalho no local após ser indicada por um primo de Maria Clotilde para realizar o serviço. Durante o almoço, ela bateu alguns comprimidos no liquidificador ao preparar um suco e dopou o casal. Cláudio Atala Inácio dormiu no quarto, enquanto Maria Clotilde dormiu na sala.
Ela matou o casal com diversas facadas, tomou banho, trocou de roupa e foi negociar os bens roubados no Centro de Belo Horizonte. A mulher foi presa em um hotel em Itabira, na Região Central de Minas Gerais, na noite de 1º de julho.
Nessa segunda-feira (6), a Polícia Civil realizou novas diligências no apartamento das vítimas e identificou a faca utilizada no crime.
Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.
Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).




