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PC investiga suspeita de envenenamento de ao menos 21 cães em Congonhas-MG

O caso foi registrado inicialmente no dia 24 de junho e segue em investigação

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Prefeitura de Congonhas/ Redes sociais

Ao menos 21 cães foram supostamente envenenados em Alto Maranhão, distrito de Congonhas, na região Central de Minas Gerais. O caso foi registrado inicialmente no dia 24 de junho e segue em investigação pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).

A Polícia Militar foi acionada por populares que denunciavam o caso e foi até o distrito, onde foram constatados diversos cães em situação de rua mortos e outros com complicações de saúde.

O levantamento inicial apontou 21 animais envenenados, segundo a PC. Desses, 18 morreram e três seguem internados em clínicas credenciadas. Outros cinco cães desapareceram.

O envenenamento ainda é uma suspeita, já que os exames laboratoriais ainda não tiveram o resultado divulgado. De acordo com a PM, não foi possível identificar um padrão nos casos, uma vez que houve um certo espaçamento entre eles.

A PC instaurou um inquérito policial e investiga o caso. Denúncias podem ser feitas junto à Gerência de Meio Ambiente de Congonhas pelos telefones (31) 3732-0838 ou (31) 9 9627-7583 ou na Delegacia de Polícia Civil da cidade.

A Prefeitura de Congonhas acompanha o caso e realizou uma reunião com lideranças da comunidade de Alto Maranhão. No dia do ocorrido, a Prefeitura declarou, em nota, que estava tomando todas as medidas legais para investigar e responsabilizar os responsáveis. "Reforçamos o apelo à população: em casos de suspeita de envenenamento, que o animal esteja apresentando alteração de comportamento, salivação excessiva, diarreia, vômito, dificuldade de respirar, convulsões, não medique o animal por conta própria", dizia a nota.

Leia a nota da prefeitura:

"A Prefeitura de Congonhas, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, manifesta profunda indignação diante dos relatos e das ocorrências envolvendo animais encontrados com sinais compatíveis com intoxicação na região do Alto Maranhão.

Equipes municipais prestaram atendimento a diversos animais, mas, infelizmente, alguns não resistiram em razão da gravidade dos quadros apresentados. Os animais mortos serão submetidos à necropsia e aos exames técnicos necessários, com o objetivo de identificar a causa das mortes e reunir elementos que auxiliem na responsabilização dos envolvidos.

Caso seja confirmada a prática deliberada de envenenamento, estaremos diante de uma conduta cruel, gravíssima e absolutamente inaceitável. A Prefeitura de Congonhas não medirá esforços para que os fatos sejam plenamente esclarecidos e para que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados nos termos da lei.

Todas as informações, indícios, laudos e demais elementos produzidos serão encaminhados às autoridades competentes. Serão acionados o Ministério Público, a Polícia Militar, os órgãos de segurança pública e todas as instituições que possam contribuir para a investigação, a apuração dos fatos e a adoção das medidas cabíveis.

A Administração Municipal repudia qualquer ato de violência contra os animais e não tolerará que práticas dessa natureza sejam tratadas com indiferença. Envenenar animais, além de representar extrema crueldade, pode configurar crime e colocar em risco outros animais, crianças, moradores e toda a comunidade, especialmente quando substâncias tóxicas são deixadas em vias públicas.

Solicitamos a colaboração imediata dos moradores. Qualquer pessoa que tenha presenciado comportamento suspeito, identificado alimentos, iscas ou substâncias abandonadas, ou que possua imagens de câmeras de segurança que possam auxiliar na investigação, deve encaminhar essas informações aos canais oficiais. A identidade do denunciante será preservada.

Caso um animal seja encontrado passando mal, com salivação excessiva, tremores, vômitos, dificuldade para respirar, convulsões ou alterações repentinas de comportamento, é fundamental solicitar atendimento imediatamente. Não ofereça medicamentos, leite ou qualquer substância sem orientação profissional.

Possíveis iscas, alimentos ou materiais suspeitos não devem ser tocados, removidos ou descartados. Preserve o local, mantenha pessoas e animais afastados e, sempre que possível, registre imagens a uma distância segura. Esses materiais podem constituir provas relevantes para a investigação."

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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.