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Diarista presa por matar casal de idosos deixa local após reconstituição do crime em BH

Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) espera que reconstituição da cena do crime explique questões ainda em aberto; Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, está presa desde a última quarta-feira (1º)

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Polícia Civil espera que questões sobre o crime sejam explicadas após a reconstituição
Polícia Civil espera que questões sobre o crime sejam explicadas após a reconstituição • Vinícius Brito/Itatitia l Imagem cedida à Itatiaia

Sob gritos de protesto e pedidos por justiça, Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, deixou o prédio localizado no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, após participar da reconstituição do crime, na tarde desta quarta-feira (8), onde o casal de idosos foi morto por ela. Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, foram encontrados mortos na última terça-feira (30). Paola foi presa na noite de quarta-feira (1º) e confessou o crime.

O caso ainda está sendo apurado. O delegado Gustavo Barletta, da Delegacia Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri) da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), está à frente da investigação e explica a razão de ter pedido uma reconstituição do crime:

"Tendo em vista que os fatos ainda estão nebulosos, a gente ainda não tem certeza de como realmente eles se desenrolaram, se houve algum tipo de reação, quem foi golpeado primeiro, se eles morreram imediatamente", disse Barletta. A expectativa é que questões como essas sejam explicadas e detalhadas com a reconstituição.

Paola retornou ao apartamento pela primeira vez, no início da tarde. Na ocasião, ela foi alvo de xingamento por pessoas que estavam no local. Em entrevista à Itatiaia, a diarista Lilian Almeida, de 45 anos, que protestava, afirmou que está sendo vigiada e que profissionais da área estão sendo prejudicados pela repercussão do crime. 

"Agora, para você trabalhar, estão pedindo onde você mora, referências de três, quatro, cinco pessoas. Nós trabalhamos honestamente há mais de 20 anos e agora estamos sofrendo preconceito", afirmou Lilian. "A gente não consegue mais indicar outras pessoas para trabalhar. Estamos com medo e vivendo sobressaltadas", acrescentou.

Relembre o caso

Paola Stefany Neto Cirino confessou a autoria do latrocínio que vitimou o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. O crime foi cometido em 29 de junho no apartamento das vítimas no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul. Os corpos foram encontrados no dia seguinte pelo filho do casal.

A investigada estava no primeiro dia de trabalho no local após ser indicada por um primo de Maria Clotilde para realizar o serviço. Durante o almoço, ela bateu alguns comprimidos no liquidificador ao preparar um suco e dopou o casal. Cláudio Atala Inácio dormiu no quarto, enquanto Maria Clotilde dormiu na sala.

Ela matou o casal com diversas facadas, tomou banho, trocou de roupa e foi negociar os bens roubados no Centro de Belo Horizonte. A mulher foi presa em um hotel em Itabira, na Região Central de Minas Gerais, na noite de 1º de julho.

Nessa segunda-feira (6), a Polícia Civil realizou novas diligências no apartamento das vítimas e identificou a faca utilizada no crime.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).