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‘Reconstituição ajuda a entender o que não aconteceu’, diz defesa de diarista que matou idosos

Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, confessou ter matado advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76

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Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, foi alvo de xingamentos ao chegar no prédio onde vítimas moravam • Vinícius Brito / Itatiaia

O advogado da diarista acusada de matar Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, afirmou que a reconstituição do crime realizada na tarde desta quarta-feira (8) vai ajudar os investigadores a entenderem o que aconteceu e o que não ocorreu no apartamento. Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, confessou ter matado o casal e foi presa na última quarta-feira (1°).

"Foi uma reprodução conduzida com muita técnica por parte da Polícia Civil. Não foi uma reprodução fácil de fazer, principalmente para Paola. Em diversos momentos nós tivemos que parar a reprodução para se recuperar, para recordar o que aconteceu e em diversos momentos houve confusão. Ela não conseguiu explicar de forma clara o que aconteceu dentro do apartamento. Como eu disse, a reprodução formaliza o que aconteceu e também, sob a ótica da defesa, o que não aconteceu", afirmou Bruno Correa.

A suspeita deixou o prédio localizado no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, após participar da reconstituição do crime onde o casal de idosos foi morto por ela, sob gritos de protesto de pedidos por justiça. Com a conclusão dessa diligência, o inquérito deve ser finalizado na segunda-feira (13).

"Tendo em vista que os fatos ainda estão nebulosos, a gente ainda não tem certeza de como realmente eles se desenrolaram, se houve algum tipo de reação, quem foi golpeado primeiro, se eles morreram imediatamente", disse delegado Gustavo Barletta, da Delegacia Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri) da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), está à frente da investigação.

Insanidade mental

Em entrevista à Itatiaia, o advogado da suspeita, Bruno Correa Lemes, disse que pediu a instauração de um incidente de insanidade mental da investigada. O requerimento foi apresentado à Polícia Civil logo após a reconstituição oficial do crime.

Em entrevista à imprensa, o advogado criminalista Bruno Correia Lemos afirmou que protocolou uma petição com base no artigo 149, parágrafo 1º, do Código de Processo Penal, solicitando que a autoridade policial determine a realização de uma perícia psiquiátrica para avaliar a condição mental da suspeita.

Segundo o defensor, o pedido foi recebido pelo delegado responsável pelo caso, que deverá decidir sobre a solicitação. Durante a reconstituição, de acordo com o advogado, Paola colaborou com os trabalhos e relatou apenas o que conseguia recordar. "Ela mostrou exatamente o que lembra e o que não lembra. Ficou extremamente formalizado aquilo que não foi possível constatar por causa das falhas de memória", disse.

Bruno Correia Lemos também afirmou que a suspeita apresenta um histórico de acompanhamento em serviços de saúde mental. Segundo ele, há registros de atendimento no Hospital Espírita André Luiz, no CAPS III de Ribeirão das Neves e em uma unidade de saúde do município, além de receituários médicos e relatos de familiares.

Relembre o caso

Paola Stefany Neto Cirino confessou a autoria do latrocínio que vitimou o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. O crime foi cometido em 29 de junho no apartamento das vítimas no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul. Os corpos foram encontrados no dia seguinte pelo filho do casal.

A investigada estava no primeiro dia de trabalho no local após ser indicada por um primo de Maria Clotilde para realizar o serviço. Durante o almoço, ela bateu alguns comprimidos no liquidificador ao preparar um suco e dopou o casal. Cláudio Atala Inácio dormiu no quarto, enquanto Maria Clotilde dormiu na sala.

Ela matou o casal com diversas facadas, tomou banho, trocou de roupa e foi negociar os bens roubados no Centro de Belo Horizonte. A mulher foi presa em um hotel em Itabira, na Região Central de Minas Gerais, na noite de 1º de julho.

Nessa segunda-feira (6), a Polícia Civil realizou novas diligências no apartamento das vítimas e identificou a faca utilizada no crime.

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo

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Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).