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Diarista ligou para primo antes de matar casal em BH para criar álibi, diz Polícia Civil

Vinícius Mitre é familiar de uma das vítimas e foi o responsável por indicar Paola Stefany Neto Cirino para a faxina; Polícia Civil de Minas Gerais descarta, até o momento, participação dele no crime

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Diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, registrada nas câmeras do prédio no dia do crime
Diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, registrada nas câmeras do prédio no dia do crime • Itatiaia

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) acredita que Paola Stefany Neto Cirino, diarista que confessou ter matado um casal de idosos em Belo Horizonte, tenha ligado para o primo de uma das vítimas com o objetivo de criar um álibi. O homem foi o responsável por indicá-la para uma faxina no apartamento localizado no Bairro São Pedro, na Região Sul da capital mineira. A mulher foi indiciada por latrocínio — roubo seguido de morte —, cometido contra Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76.

O delegado do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), Gustavo Barletta, explicou, nesta terça-feira (14), que as investigações apontam que essa ligação "tenha sido uma forma de Paola montar uma defesa para um eventual 'problema' que poderia vir". Barletta disse, ainda, acreditar que a diarista possa ter pensado que, após dopar as vítimas, Maria Clotilde já teria morrido, antes de ser esfaqueada.

O primo de Maria Clotilde, identificado como o advogado Vinícius Mitre, foi quem indicou Paola para a faxina no apartamento dos idoso. Inicialmente, a Polícia Civil indiocu que existiram algumas suposições de que ele poderia estar envolvido no crime, mas que, no momento, a possibilidade está "totalmente descartada", explicou o delegado.

Relação entre o primo e a diarista

Em entrevista à Itatiaia, o advogado Vinicius Mitre, declarou que a diarista Paola Stefany Neto Cirino, trabalhava na casa dele desde outubro de 2025, duas vezes por semana, mas passou a ter mudanças no comportamento pouco tempo antes do crime.

"Ela, em abril deste ano, mais ou menos, me falou que estava sendo ameaçada de morte por um agiota e estava temendo pelo filho dela também", contou Vinicius, que indicou a diarista para o casal de idosos mortos. Segundo o advogado, ele orientou a funcionária a ir até à delegacia para resolver a questão. Com ajuda policial, Vinicius contou que quitou a dívida para ela.

O primo da idosa de 76 anos explicou que notou mudanças na Paola depois dela viajar para o Sul do país, para visitar o pai. "Falou que ia ficar uma semana fora. Só que essa uma semana durou três. E na verdade ela não foi ver o pai", revelou Vinicius Mitre.

O advogado explicou, ainda, que a mulher também viajou com um homem para a Argentina, e que ele chegou a enviar dinheiro para que Paola voltasse do Brasil. "Ela voltou mudada, sabe? começou a demonstrar alguns desvios de comportamento, de atitude. E começou a tomar muito remédio", relembra.

Ele também relembrou um comportamento suspeito de Paola recentemente. Segundo Vinícius, no jogo do Brasil com Marrocos, em 13 de junho, ele passou mal e achou o comportamento da diarista estranho. Na ocasião, Paola ligou para a secretária de Vinícius para dizer que ele tinha bebido muito. "Mas na verdade não foi isso. Alguma coisa aconteceu lá em casa. Eu não sei se ela tentou tramar, mas eu provoquei um vômito e comecei a passar mal de uma hora para outra", contou.

Relembre o crime

Paola Stefany Neto Cirino • Reprodução
Paola Stefany Neto Cirino • Reprodução

Paola Stefany Neto Cirino confessou a autoria do latrocínio que vitimou o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. O crime foi cometido em 29 de junho no apartamento das vítimas, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul. Os corpos foram encontrados no dia seguinte pelo filho do casal.

A investigada estava no primeiro dia de trabalho no local, após ser indicada por um primo de Maria Clotilde para realizar o serviço. Durante o almoço, ela bateu alguns comprimidos no liquidificador ao preparar um suco e dopou o casal. Cláudio Atala Inácio dormiu no quarto, enquanto Maria Clotilde dormiu na sala.

Ela matou o casal com diversas facadas, tomou banho, trocou de roupa e foi negociar os bens roubados no Centro de Belo Horizonte. A mulher foi presa em um hotel em Itabira, na Região Central de Minas Gerais, na noite de 1º de julho.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.

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Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.