Condenado por espancar cruzeirense em briga de torcidas organizadas é preso em BH

Sentenciado a 11 anos de prisão, Diego Felipe de Jesus, o “Feijão”, respondia em liberdade

Grupo atacou Clóvis Schuartz Henriques de Souza com chutes, socos e pauladas

Foi preso nesta terça-feira (13), Diego Felipe de Jesus, conhecido como “Feijão”, condenado pela tentativa de homicídio do cruzeirense Clóvis Schuartz Henriques de Souza Neves, em 2018. Ele havia sido condenado a 11 anos de reclusão em 30 de março de 2023 pelos crimes de homicídio tentado e pelo crime de promoção de tumulto ou incitação à violência.

A decisão da prisão se deu após a condenação transitar em julgado, quando não há mais possibilidade de recurso.

Feijão havia sido preso preventivamente em agosto de 2020, porém, recebeu o benefício de responder em liberdade no dia de sua condenação.

A audiência de custódia de Feijão foi marcada para a manhã desta quarta-feira (14).

O crime

Em 4 de março de 2018, o grupo atacou a vítima entre a avenida Amazonas e a rua Cura D’Ars, no Centro de Belo Horizonte. O confronto aconteceu após um jogo entre Cruzeiro e Atlético-MG. Na ocasião, os membros da Galoucura, com a ajuda de terceiros, agrediram Clóvis com chutes, socos e pauladas. Apesar dos ferimentos, a vítima sobreviveu.

Clóvis era integrante da Máfia Azul, torcida organizada do Cruzeiro e tradicional rival da Galoucura. Segundo o MP, o confronto entre as torcidas já era anunciado. No mesmo dia, a Polícia Militar chegou a ser acionada para ir até a Avenida Francisco Sales, onde integrantes da Galoucura estariam causando tumulto.

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O Ministério Público afirma que o crime foi cometido por motivo fútil, já que aconteceu pelo “simples fato da vítima ser torcedora do Cruzeiro Esporte Clube, time rival ao dos denunciados”. A denúncia relata que os réus golpearam a vítima, de forma sucessiva e violenta, com pedaços de madeira e chutes. O MP acredita que o ato impôs um sofrimento físico e mental intenso e desnecessário, circunstâncias que caracterizam que o crime foi cometido por meio cruel.

Consta da denúncia, ainda, que a tentativa de homicídio foi praticada mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que ela estava desarmada e sozinha, e não conseguiu se defender das agressões. Por fim, o MP também diz que os denunciados se reuniram com objetivo de cometer crimes violentos.

Quatro membros da Galoucura foram condenados pelo crime

Além de Daniel, o Ministério Público também ofereceu denúncia contra Marcos Vinícius Oliveira de Melo, o “Vinicin”, Diego Felipe de Jesus, o “Feijão”, Alan Betti Cardoso e Renato Concórdia da Silva, o “Renato Pretão” ou “Bilico”. Os quatro foram julgados e considerados culpados.

Diego Felipe de Jesus

  • Julgamento: 30 de março de 2023
  • Acusado pelo crime de homicídio tentado - pena de 10 anos de reclusão
  • Acusado pelo crime de promoção de tumulto ou incitação à violência - pena de 1 ano de reclusão

Marcos Vinícius Oliveira de Melo

  • Julgamento: 31 de março de 2023
  • Acusado pelo crime de promoção de tumulto ou incitação à violência - pena de 1 ano de reclusão
  • Acusado pelo crime de lesão corporal leve - pena de 4 meses de detenção

Renato Concórdia da Silva

  • Julgamento: 1 de fevereiro de 2023
  • Acusado pelo crime de lesão corporal - pena de 3 meses de detenção
  • Acusado pelo crime de promoção de tumulto ou incitação à violência - pena de 1 ano de reclusão

Alan Betti Cardoso

  • Julgamento: 13 de outubro de 2020
  • Acusado pelo crime de lesão corporal leve - pena de 5 meses de detenção
  • Acusado pelo crime de promoção de tumulto ou incitação à violência - pena de 1 ano e 4 meses de reclusão
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