Caso TJMG: saiba quando o recurso do MPMG para manter condenação por estupro será julgado

Desembargador determinou que a Defensoria Pública, responsável pela defesa do réu, se manifeste em dois dias; processo será levado a julgamento na 9ª Câmara Criminal

Tribunal de Justiça de Minas Gerais

O recurso do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) contra a decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) em absolver um homem de 35 anos acusado de estupro contra uma menina de 12 em Indianópolis, na Região do Triângulo Mineiro, será julgado na próxima quarta-feira (4).

Em coletiva de imprensa na última terça (24), o órgão divulgou que considera correta a condenação tanto do homem, quanto da mãe da criança, na comarca de primeira instância no interior do estado.

O relator do caso, desembargador Magid Nauef Láuar, recebeu os embargos do Ministério Público e determinou que a Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG), responsável pela defesa do réu, se manifeste num prazo de dois dias.

Após a manifestação da DPMG ou o fim do prazo de posicionamento, o processo será levado a julgamento na 9ª Câmara Criminal.

O TJMG também divulgou, nesta quarta-feira (25), que o desembargador Magid Nauef Láuar voltou atrás e manteve a sentença condenatória de 1ª instância em relação aos dois acusados. Os mandados de prisão contra o homem e a genitora foram expedidos. A decisão, proferida de maneira monocrática, será levada ao plenário na semana que vem.

Relembre o caso

A denúncia contra o acusado foi oferecida pelo MPMG em abril de 2024 por estupro de vulnerável. Na época, a mãe da vítima também foi denunciada por omissão, visto que tinha ciências do fato e não interviu. Segundo a investigação, a menina de 12 anos morava com o homem, com permissão da genitora, e deixou de frequentar a escola.

O acusado confirmou manter relações sexuais com a vítima e relatou ter recebido autorização da mãe da menina para namorá-la. Em 8 de abril de 2024, ele foi detido em flagrante, período em que estava com a adolescente.

O homem e a mãe da criança foram condenados pela 1ª Vara Criminal e da Infância e da Juventude da Comarca de Araguari em novembro de 2025 à pena de nove anos e quatro meses de prisão. Ambos recorreram e, neste mês de fevereiro, a 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) analisou o recurso, optando pela absolvição dos réus.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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