Carnaval dispara conflitos entre vizinhos; especialista explica como evitar

Comunicação antecipada e bom senso são essenciais para reduzir problemas durante a folia

Segundo a empresa, apenas no período do Carnaval são registradas mais de 300 mil reclamações

Conflitos entre vizinhos de apartamentos aumentam durante o Carnaval e frequentemente exigem intervenção do síndico. É o que aponta um balanço da plataforma UCondo, utilizada na gestão de mais de 6 mil condomínios em todo o Brasil.

Segundo a empresa, apenas no período do Carnaval são registradas mais de 300 mil reclamações, motivadas principalmente pelo aumento da circulação de pessoas, pela realização de festas e pelo uso intensivo das áreas comuns dos prédios.

O síndico profissional Thiago Morot explica que a principal estratégia para evitar conflitos é a prevenção.

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“A melhor forma de lidar com esses conflitos é a prevenção. O síndico deve reforçar a comunicação com os moradores antes do Carnaval, relembrando por e-mail e nos grupos de WhatsApp as regras previstas na convenção e no regimento interno, especialmente sobre o silêncio, o uso das áreas comuns e a responsabilidade de cada morador em relação aos seus visitantes”, orienta.

Segundo ele, durante os dias de festa, a administração deve atuar com equilíbrio e diálogo.

“Durante o período festivo, é importante que o síndico e a administração busquem sempre o diálogo e a mediação dos conflitos”, acrescenta.

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Quando as regras não são respeitadas, o síndico pode recorrer a advertências e multas, conforme destaca a responsável pelo marketing da plataforma Condo, Beatriz Esteves.

“Multa é sempre um tema delicado para o condomínio, mas vale, sim, quando as regras não estão sendo cumpridas. Isso faz parte de um escalonamento de medidas que o síndico tem para manter a ordem e garantir a boa convivência”, afirma.

Em situações mais graves, o acionamento da polícia não está descartado.

“É chato, ninguém quer a polícia no condomínio, mas a lei do silêncio vale dentro do prédio, na cidade e na vizinhança como um todo. Se houver risco para o condomínio ou para as pessoas, o síndico pode sim recorrer à polícia para conter o problema”, completa Beatriz.

Formada, há 13 anos, em jornalismo, pela Faculdade Pitágoras BH. Pós-graduada em jornalismo digital e produção multimídia.

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