Bacabal-MA: buscas chegam ao 19° dia; prefeito diz que região é conhecida por ter muitas cobras

Chefe do Executivo destacou que área em que as crianças sumiram é perigosa; primo encontrado ajuda nas buscas dos irmãos

Prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB), atualiza situação sobre o desaparecimento das crianças

O prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB), relatou que a região em que Ághata Isabelle, de seis anos, e Allan Michel, quatro, desapareceram é conhecida por ser perigosa e ter animais selvagens por perto. Os irmãos estão desaparecidos há 19 dias, quando foram vistos brincando na casa da avó no território quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural do município localizado no interior do Maranhão.

Junto das crianças estava Anderson Kauã, de oito anos, que é primo dos irmãos. Ele foi encontrado com vida por trabalhadores rurais em uma área de mata no povoado de Santa Rosa após 72h desaparecido. Em entrevista à Itatiaia nesta quinta-feira (22), o chefe do Executivo explicou que a região é perigosa para qualquer pessoa, seja crianças ou adultos.

“A mata se torna perigosa para qualquer pessoa, principalmente para uma criança. É uma área extremamente perigosa, tem vários animais. Para essa criança percorrer até lá, ela poderia encontrar uma mata fechada, poderia encontrar animais selvagens. Tem todo tipo de animal dentro daquela região, cobras, capivaras”, destacou Costa.

Criança ajuda nas buscas pelos primos

Após receber alta médica na última terça-feira (20), Kauã está ajudando nas buscas pelos primos, afirmou o prefeito de Bacabal. Ele foi levado até o local em que foi encontrado, conhecido como “casa caída” e, com apoio psicológico, contou a própria versão do caso. A criança afirmou que ficou junto com os primos no casebre abandonado próximo ao Rio Mearim, mas saiu para buscar ajuda e acabou se perdendo.

“Todas as informações que ele [Kauã] pontuou para os profissionais da saúde foram confirmadas”, destacou o chefe do Executivo. Costa ainda detalhou que os cães farejadores, que estão participando das buscas, comprovaram a versão da criança.

“Quando se colocava uma peça de roupa do Kauã, os cães deram uma volta na casa e se direcionavam aonde ele foi encontrado pelo carroceiro. Já com as roupas das duas outras crianças, os cães faziam a volta na casa, mas se dirigam ao lago”, explicou.

Leia mais:

Buscas pela água e terra

Mergulhadores do Corpo de Bomebeiros atuam junto à Marinha Brasileira em busca das crianças no Rio Mearim, onde cães farejadores rastrearam os últimos passos de Ágatha e Allan Michel. Vestígios foram encontrados dentro de um casebre abandonado próximo às margens do curso d’água.

A operação realiza varreduras aquáticas e subaquáticas com auxílio de aparelhos de tecnologia avançada. O equipamento side scan sonar permite um mapeamento detalhado do fundo do rio e de suas águas turvas. Além da mobilização pela água, equipes de busca também realizam operações terrestres e aéreas por áreas de mata no entorno do local onde as crianças foram vistas pela última vez.

Até o momento, as operações de busca terrestre já percorreram uma área de mata superior a 3.200 Km². O perímetro foi dividido em quadrantes abrangendo todo o território do Quilombo São Sebastião dos Pretos e povoados do entorno.

A operação de buscas conta com equipes do Corpo de Bombeiros do Maranhão, do Ceará e do Pará, Polícia Civil do Maranhão, Polícia Militar do Maranhão, Exército Brasileiro e diversos voluntários da comunidade. O trabalho é auxiliado também pelo ajuda de cães farejadores, que indicaram vestígios das crianças em uma casa abandonada. A pista deu início as buscas aquáticas.

Relembre o desaparecimento das crianças

Os irmãos Ágatha Isabelle, de seis anos, e Allan Michel, quatro, estão desaparecidos há 19 dias. As crianças foram vistas pela última vez no domingo (4) enquanto brincavam na casa da avó, em uma área de mata no território quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, no interior do Maranhão.

Junto das crianças estava Anderson Kauã Barbosa Reis, de oito anos, que é primo dos irmãos. O garoto também havia desaparecido no domingo, 4 de janeiro, mas foi encontrado com vida após 72 horas desaparecido. Ele estava em uma área de mata no povoado de Santa Rosa e foi resgatado por três produtores rurais, que trafegavam pela região em uma carroça a caminho do trabalho e avistaram a criança nua em meio à vegetação.

Após ser encontrado, Kauã revelou às autoridades a dinâmica do desaparecimento. O menino contou que ele e os primos não haviam sido sequestrados e que ele e as outras duas crianças teriam entrado no mato sozinhos e acabaram se perdendo.

Leia também

Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.
Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Ouvindo...