Crianças desaparecidas em Bacabal-MA: prefeito anuncia recompensa de R$ 20 mil por pistas

Chefe do Executivo orienta a população a ligar para o número 181; mais de 400 pessoas participam da força-tarefa para encontrar as crianças

Prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB), está compartilhando nas redes sociais a força-tarefa para encontrar as crianças

O prefeito de Bacabal, no Maranhão, ofereceu uma recompensa de R$ 20 mil em troca de informações sobre o paradeiro da duas crianças que estão desaparecidas. Os irmãos Allan Michale Reis Lago, de 4 anos, e Agatha Isabela Reis Lago, de 6, que vivem no território quilombola de São Sebastião dos Pretos, estão desaparecidos desde o último domingo (4).

O anúncio foi feito nas redes sociais do chefe do Executivo, Roberto Costa (MDB), nessa quinta-feira (8). No vídeo, ele orientou a população a ligar para o número 181, do sistema de Segurança Pública do estado, ou a se deslocar até a coordenação da força-tarefa em Bacabal, caso haja informações sobre as crianças.

“Estamos em um momento crucial, indo para o sexto dia do desaparecimento delas e cada minuto pode garantir a vida das crianças”, disse o prefeito. “Estou oferecendo, pessoalmente, uma recompensa de R$ 20 mil por uma informação concreta que possa levar ao paradeiro das crianças”, concluiu.

O primo dos irmãos, Wanderson Kauã, de 8 anos, também estava desaparecido, mas foi localizado na zona rural de Bacabal, cidade situada a cerca de 250 km da capital São Luís, no início da tarde dessa quarta-feira (7).

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Ao menos 400 pessoas seguem participando da força-tarefa montada para encontrar os irmãos, incluindo voluntários.

“Temos uma grande estrutura de helicópteros, drones e cães farejadores. Temos mais de 200 homens e mulheres do sistema de segurança pública também trabalhando na busca pelas crianças, além de voluntários que têm nos ajudado incansavelmente”, contou o prefeito de Bacabal nas redes sociais.

Entenda o caso

Uma operação de grande escala mobiliza forças de segurança e órgãos municipais na zona rural de Bacabal, no Maranhão, para localizar três crianças da mesma família desaparecidas desde a tarde do último domingo (4). Os irmãos Agatha Isabela Reis Lago, de 6 anos, e Allan Michael Reis Lago, de 4 anos, além do primo Anderson Kauã Barbosa Reis, de 8 anos, sumiram no território quilombola de São Sebastião dos Pretos, gerando um clima de forte aflição na comunidade local.

As buscas tiveram início ainda na noite de domingo, quando moradores e o Comando de Operações de Sobrevivência em Área Rural (COSAR) adentraram a vegetação local. Diante da gravidade do cenário, o prefeito de Bacabal, Roberto Costa, solicitou apoio direto ao governador Carlos Brandão, o que resultou no envio de equipes de resgate aéreas e terrestres, incluindo o uso de cães farejadores e helicópteros do Centro Tático Aéreo (CTA), que passaram a vasculhar a área de mata fechada a partir de segunda-feira (5).

Na manhã dessa terça-feira (6), a estrutura de busca foi reforçada durante uma reunião de alinhamento entre o prefeito e os comandantes da força-tarefa, que reúne Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Força Estadual, além da Guarda Municipal e Defesa Civil. Para dar suporte às famílias e aos socorristas, a prefeitura mantém ambulâncias do SAMU em plantão permanente no quilombo, juntamente com equipes de assistência social e infraestrutura.

O desaparecimento é considerado atípico pelas autoridades e pela própria comunidade, uma vez que as crianças possuem o hábito de circular e brincar no perímetro de mata da região, ambiente que lhes é familiar.

Segundo o prefeito de Bacabal, as frentes de trabalho agora serão expandidas. Além do patrulhamento físico na vegetação, uma nova equipe de delegados foi designada para abrir frentes de investigação suplementares, visando esgotar todas as possibilidades sobre o que teria ocorrido. O governo municipal e a Secretaria de Segurança Pública garantem que os trabalhos continuarão de forma ininterrupta até que as crianças sejam localizadas.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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