Governo do Ceará irá custear o translado do corpo de babá brasileira morta em Portugal

A patroa da vítima, que também é brasileira, é a principal suspeita do crime ocorrido em dezembro de 2025, em Amadora, região próxima a Lisboa

Lucinete Freitas, de 55 anos, foi encontrada morta em Amadora, cidade próxima a Lisboa.

O translado do corpo da babá brasileira morta em Portugal, em dezembro de 2025, será pago pelo governo do Ceará. A informação foi confirmada pelo chefe da Casa Civil do estado, Chagas Vieira, por meio das redes sociais.

Segundo ele, a medida — já determinada pelo governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT) — é “o mínimo para atenuar um pouco a imensa dor” da família da vítima.

Morte violenta

Lucinete Freitas, de 55 anos, foi encontrada morta em um matagal na cidade de Amadora, região próxima à capital portuguesa, Lisboa. Ela estava desaparecida havia 13 dias quando o corpo foi localizado, em 18 de dezembro.

A patroa brasileira, de 43 anos, cuja identidade não foi divulgada pelas autoridades portuguesas, é a principal suspeita do crime. Ela foi presa e indicou à polícia o local onde o corpo da vítima estava escondido.

De acordo com as investigações, no dia 5 de dezembro, sob o pretexto de levar a funcionária para casa, a mulher conduziu Lucinete a um local deserto, onde a agrediu violentamente com um bloco de cimento.

Segundo o Ministério Público de Portugal, a relação entre a patroa e a babá era marcada por conflitos.

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Após constatar a morte de Lucinete, a suspeita ocultou o corpo com entulhos e fugiu do local. Ainda conforme as investigações, ela teria utilizado o telefone da vítima, passando-se por ela, para enviar mensagens informando que estaria no Algarve, região sul de Portugal, acompanhada de uma amiga.

A mulher foi indiciada pelos crimes de homicídio qualificado, profanação de cadáver, detenção de arma proibida e falsidade informática.

Lucinete havia se mudado para Portugal ainda em 2025 em busca de trabalho. Ela atuava como babá em período integral, cuidando do filho de dois anos da suspeita.

Mesmo quase um mês após o crime, a família ainda não havia conseguido arcar com os custos para trazer o corpo da vítima ao Brasil.

Decreto presidencial

Após a morte da brasileira Juliana Marins, que caiu durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, o presidente Lula (PT) alterou um decreto que impedia o governo federal de custear o translado de corpos de brasileiros mortos no exterior.

A nova redação do decreto estabelece que o translado poderá ser autorizado quando:

  • a família comprovar não possuir recursos financeiros para arcar com as despesas;
  • os custos não estiverem cobertos por seguros ou previstos em contrato de trabalho, no caso de viagens ao exterior a serviço;
  • o falecimento ocorrer em circunstâncias que provoquem comoção nacional.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.

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