Força-tarefa derruba mais de 500 sites de apostas irregular e desarticula rede no Telegram
Entre sexta-feira (25) e domingo (27), o Ciberlab, fiscalização ligada ao Ministério da Justiça encontrou cerca de 1.960 anúncios no Google relacionados a sete domínios exibidos para usuários brasileiros

O governo federal derrubou 506 sites suspeitos de oferecer apostas de forma irregular no Brasil após a edição da medida provisória que proibiu as bets no país. A ação faz parte de uma força-tarefa dos ministérios da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e da Fazenda para identificar plataformas que continuam oferecendo jogos aos brasileiros mesmo após a mudança nas regras.
Além desses, também foram alvos novos domínios criados para substituir sites retirados do ar. O monitoramento também busca identificar os responsáveis pelas plataformas, a movimentação financeira e possíveis estratégias utilizadas para driblar os bloqueios.
A fiscalização reúne a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, e as secretarias nacionais de Segurança Pública, do Consumidor e de Direitos Digitais, do Ministério da Justiça. O trabalho também alcança redes sociais, aplicativos de mensagens e anúncios utilizados para atrair apostadores.
A ofensiva começou depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou, na última sexta-feira (25), a medida provisória que proibiu a exploração, oferta, intermediação e publicidade das apostas de quota fixa no país. A norma interrompeu imediatamente novos depósitos nas contas das plataformas e estabeleceu um período de transição para o encerramento das operações.
Os apostadores poderão retirar o dinheiro disponível nas contas até 23h59 de 5 de outubro, a partir do dia seguinte sites e aplicativos deverão ser bloqueados. Novos contratos de publicidade e patrocínio também foram proibidos desde a publicação da MP.
Divulgação de apostas via Telegram
O ministério também atacou na frente das redes sociais. A fiscalização o Ciberlab, ligado ao MJSP, encontrou uma rede de divulgação de apostas no Telegram com 43 canais e grupos ativos, que reuniam aproximadamente 212.634 membros. Nove desses canais tinham mais de 10 mil integrantes e cerca de 81% das pessoas identificadas no levantamento.
O maior deles, que reunia 42.791 membros, divulgava os chamados “sinais” para jogos de cassino. Outro, com 28.601 integrantes era voltado ao Fortune Tiger, conhecido como jogo do Tigrinho. Segundo o ministério, os grupos divulgavam conteúdos que prometiam “260% de lucro mensal”, supostos “robôs” para realizar apostas, taxas de acerto de até 99,8% e os chamados “horários pagantes”. Parte dos canais também direcionava os usuários para páginas de cadastro em plataformas de apostas.
O monitoramento encontrou ainda um canal relacionado a uma plataforma que não utilizava o domínio .bet.br, que era uma exigência para autorização do governo federal, além de um aplicativo distribuído fora das lojas oficiais. Em outro caso, usuários eram direcionados a um endereço apontado pela fiscalização como uma falsa Sportingbet.
Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.



