Um adolescente de 17 anos foi
Rudnei Noro contou que o filho tem diabetes tipo 1, condição que faz com que o corpo produza pouca ou nenhuma insulina, e que precisa monitorar o nível de açúcar no sangue constantemente. Para isso, ele usa um sensor de glicemia, que é conectado ao celular, e apita quando os níveis de açúcar estão fora do normal.
O sensor é pequeno e tem o tamanho de uma moeda de um real. Ele deve ser aplicado na parte posterior do braço e dura até duas semanas, quando precisa ser trocado. O aparelho permite que o monitoramento da glicose seja realizado de forma contínua, e o paciente pode analisar os dados coletados pelo sensor por um leitor próprio ou aplicativo de celular.
No caso do estudante eliminado, o
‘Um verdadeiro absurdo’, diz médico especialista em diabetes
O médico endocrinologista e presidente do Departamento de Diabetes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Levimar Araújo, diz que a falta do equipamento pode colocar pacientes com diabetes em risco e classificou o episódio como “absurdo”.
Apesar do adolescente não ter conseguido o atendimento especializado, o médico endocrinologista comenta que é possível que pacientes diabéticos tenham o benefício durante a prova.
“Em alguns pacientes, a gente faz a a carta e eles são designados para salas especiais. O Enem propicia isso. Ele pode fazer esse exame numa sala especial. Eu mesmo já consegui sala especial para estudantes diabéticos ou, então, que eles possam usar o sensor sem o celular (apenas com um leitor). Hoje em dia, essa opção do sensor é uma proteção para o aluno com diabetes. O estudante precisa monitorizar a glicose, ás vezes comer alguma coisa durante a prova”, comenta.