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H&M vai abrir primeira loja no Brasil no Shopping Iguatemi, em São Paulo

A previsão é de que a loja chegue no shopping até o final do ano que vem

A novidade veio mais de um ano depois que a H&M informou que lançaria suas primeiras lojas físicas e online no Brasil

A varejista sueca H&M vai abrir sua primeira loja no Brasil no shopping Iguatemi Faria Lima, em São Paulo (SP), conhecido por abrigar lojas de diversas grifes. A marca que é uma das maiores concorrentes da Zara no mercado internacional vai ocupar um espaço de 1.300 m² no shopping. A previsão é de que a inauguração aconteça até o final de 2025.

A novidade veio mais de um ano depois que a H&M informou que lançaria suas primeiras lojas físicas e online no Brasil em 2025, mas sem dar maiores detalhes. Na época, a H&M disse que, com uma população de mais de 210 milhões de habitantes e uma “forte valorização da moda”, via no Brasil um “potencial considerável de expansão no mercado”.

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Assim como a Zara, a H&M é uma empresa de fast-fashion, ou seja, trabalham com o ideal de replicar os looks de passarelas por um custo mais baixo. No Brasil, esse ramo da moda vive uma fase de efervescência, principalmente com a chegada da Shein e de outras companhias do exterior.

Zara e H&M são acusadas de contribuir para desmatamento e corrupção no Brasil

Um relatório da ONG britânica Earthsight acusa as empresas H&M e Zara de ter vínculos com atividades de desmatamento ilegal em larga escala no Brasil, apropriação de terras, corrupção e violência nas plantações de algodão de empresas terceirizadas.

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Com base em imagens de satélite, decisões judiciais, registros de envio de produtos e investigações confidenciais, a Earthsight compilou e analisou dados publicados em um relatório chamado “Crimes da moda: gigantes europeus da moda vinculados ao algodão sujo no Brasil”.

A ONG afirma que acompanhou a viagem de 816 mil toneladas de algodão procedentes de duas das maiores empresas agroindustriais do Brasil – a SLC Agrícola e o Grupo Horita –, no oeste do estado da Bahia. As toneladas de algodão seguiram para oito fábricas têxteis da Ásia, onde são abastecidas as duas gigantes da ‘fast fashion’, a espanhola Zara e a sueca H&M.

As famílias brasileiras proprietárias das fazendas têm “um histórico pesado de processos judiciais, condenações por corrupção e milhões de dólares em multas por desmatamento ilegal”, denuncia a ONG.

*Sob supervisão de Felippe Drummond


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Paula Arantes é estudante de jornalismo e estagiária do jornalismo digital da Itatiaia.