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Flora de Minas - descobrindo as plantas nativas do estado

Sustentabilidade e qualidade de vida são consequências trazidas pela conservação adequada da flora típica mineira

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Das belezas naturais e culturais que Minas carrega como parte de sua identidade, a biodiversidade trazida pela flora mineira entra também nesse levantamento. Tendo mais da metade da sua extensão territorial pelo bioma Cerrado, não faltam espécies de plantas, árvores e flores para compor a flora do estado.

Embora a mera apreciação de espécies típicas da flora mineira já seja motivo suficiente para promover o valor da consciência ambiental, a verdade é que a preservação de plantas, árvores, flores, e toda a vida vegetal abraçada pela flora impacta diretamente a natureza – e, consequentemente, a vida humana.

Principais biomas mineiros

Os três biomas brasileiros que atravessam o estado são Cerrado, Mata Atlântica e Caatinga.

Segundo o Instituto Estadual de Florestas (IEF), o Cerrado ocupa mais da metade do território mineiro, com 54%, especialmente na seção centro-ocidental. Em seguida, vem a Mata Atlântica, com 40% e abrangendo principalmente a porção oriental, e 6% de Caatinga, especialmente na porção norte de Minas.

Diferenciando os biomas

Conheça um pouco mais sobre as características de cada bioma, e como essas qualidades podem influenciar as espécies do local.

A vegetação do Cerrado aparece principalmente nas bacias dos rios Jequitinhonha e São Francisco. As estações do ano são bem marcadas no Cerrado, com períodos de chuva e seca bem definidos. A vegetação é vasta, com árvores, arbustos e grama.

A porção do estado que abriga o bioma Mata Atlântica já tem outras características naturais. A vegetação é densa, com muito verde, e mais incidência de chuva. A variedade de plantas e flores é grande nesse pedaço, com muitas bromélias, cipós, samambaias e orquídeas.

A Caatinga traz aspectos bem distintos. Boa parte das espécies que compõem a flora e fauna não são encontradas em outras partes do mundo. É um bioma relativamente pouco estudado, em comparação com os outros.

Importância da preservação da flora

Diferentes tipos de plantas e animais são adaptados a cada ambiente em que existem. Um elemento influencia na existência do outro, e ajuda a garantir o equilíbrio ambiental.

Por isso, preservar a biodiversidade é cuidar para que a saúde da natureza continue a existir.

Falando especificamente da flora, a vegetação nativa também fornece tem impactos ecossistêmicos vitais, como polinização, controle de pragas e ciclagem de nutrientes – essenciais para a agricultura e a economia local.

A preservação dessas áreas promove o turismo ecológico, a recreação e a conexão das pessoas com a natureza, enriquecendo o patrimônio cultural e natural.

Nesse espírito, conheça as plantas típicas que integram a fauna de Minas Gerais.

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Conhecendo a flora mineira

Espécies endêmicas, ou que carregam parte da identidade do estado, são encontradas em meio à natureza das montanhas de Minas.

Conheça algumas delas, onde encontrá-las, e suas principais características.

Barbatimão (Stryphnodendron adstringens)

  • Espécie nativa e endêmica do Brasil. É encontrada em diferentes partes do país, como Norte (Tocantins), Nordeste (Bahia), Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), Sudeste (Minas Gerais e São Paulo) e no Sul (Paraná).
  • Ocorre na Caatinga e no Cerrado.
  • São árvores com 4 a 5m de altura. O tronco é tortuoso e as folhas são ovais e alongadas, dispostas em pares ao longo de um eixo central, formando uma aparência simétrica e delicada.
  • A madeira do barbatimão é muito resistente, dura e pesada. Por isso, pode ser usada na construção civil em locais expostos e úmidos.

Ipê-Amarelo (Handroanthus albus)

  • Ocorre nos biomas Mata Atlântica e Cerrado.
  • Na Serra do Cipó, é encontrada em solo encharcado, à beira de mata de encosta.
  • Floresce entre os meses de julho e setembro.
  • A árvore de ipê-amarelo pode variar entre 6 e 14 m de altura.
  • Suas flores têm cor amarelo vivo, com pétalas delicadas e ligeiramente onduladas.

Sangue-de-Dragão (Croton urucurana)

  • Se desenvolve em regiões com maior volume de águas e chuva – florestas ribeirinhas com superfícies úmidas, ou em florestas encharcadas do Cerrado.
  • Não por acaso, seu período de florescimento é entre outubro e janeiro (tipicamente chuvoso no Brasil).
  • Há registros de ocorrência em praticamente todas as unidades federativas do Brasil, e em três estados do Nordeste (Alagoas, Bahia e Maranhão).
  • A madeira do sangue-de-dragão é tipicamente usada para fabricação de objetos de decoração e construção de utilitários como cercas e carroças.
  • Normalmente tem entre 5 e 6 m, podendo chegar até a 20 m de altura.
  • Folhas largas, ovais, em formato de coração. O nome curioso vem da cor da substância que sai do córtex da planta: por se tratar de uma seiva de uma cor avermelhada, o nome popular ficou conhecido como sangue de dragão ou sangue de drago.

Sempre-viva (Paepalanthus)

  • O modo de colher as flores foi reconhecido, no ano passado, como Patrimônio Cultural Imaterial do estado. A honraria foi dada pelo Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep).
  • Não é uma planta exclusiva do Cerrado, sendo observada em outros biomas como Caatinga e Pantanal. Em Minas Gerais, é muito cultivada no Vale do Jequitinhonha.
  • Chamam a atenção pela delicadeza da espécie, e por serem uma opção popular de cultivo entre jardineiros iniciantes.
  • É uma planta que chama a atenção pela delicadeza. Suas flores são conhecidas como discóides – que possuem uma forma arredondada ou ovalada, lembrando um disco –, variando entre as cores branco, amarelo e rosa.
  • É encontrada na Cadeia do Espinhaço (contemplando MG e BA), e especialmente abundantes nos campos arenosos, pedregosos e brejosos.

Conservação e visitação da flora mineira

Conheça os parques e reservas naturais onde você encontra essa combinação entre preservação ambiental e turismo ecológico.

  • Nos relevos da Serra do Espinhaço, que se estendem por mil quilômetros entre Minas e Bahia. Essa Serra também é reconhecida como Reserva da Biosfera pela Unesco desde 2005.
  • O Parque Estadual da Serra do Rola-Moça faz parte da Serra do Espinhaço. No Rola-Moça, se encontram espécies raras de flora como bromélias, orquídeas e arnicas.
  • No Parque Estadual Serra de Ouro Branco, que também integra a Serra do Espinhaço, estão espécies endêmicas da Serra do Espinhaço, como canelas-de-ema e arnicas.
  • Parque Estadual do Itacolomi: uma nova espécie de árvore foi descoberta no Itacolomi: a espécie Mollinedia fatimae é considerada por especialistas como endêmica e já é avaliada como criticamente ameaçada de extinção.

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