Que o estado de Minas Gerais é conhecido por gastronomia, cultura e turismo, não é segredo. Mas alguns outros personagens que nasceram em Minas ajudaram a moldar (ou, também, mudar) a história do país.
Passando por política, arquitetura, inovações, música e arte, relembre alguns dos mineiros que marcaram a história no Brasil.
Personagens mineiros
Agnaldo Timóteo
- Natural de: Caratinga (região do Vale do Rio Doce)
- Ano de falecimento: 2021
Dono de uma das vozes mais famosas do Brasil, o cantor se consagrou como um ícone das músicas românticas. O início da sua fama aconteceu pela música, e
Sua carreira ganhou mais forma em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro e, durante a década de 1960, consagrou-se como um dos artistas mais populares do Brasil.
Dentre as músicas mais famosas que performou, estão “Meu Grito”, “Os Brutos Também Amam” e “Mamãe”. Desviando da carreira musical, elegeu-se deputado federal pelo PDT do Rio de Janeiro em 1982, ganhando mais de 500.000 votos.
Agnaldo Timóteo também acumulou reconhecimento pelas polêmicas envolvendo sua vida pessoal: seja pelo seu temperamento forte, seu posicionamento em relação à orientação sexual e sua participação em realities shows.
Alberto Santos Dumont
- Natural de: Palmira (região da Zona da Mata); desde 1932, o nome da cidade mudou para Santos Dumont
- Ano de falecimento: 1932
Boa parte da fama de
Clara Nunes
- Natural de: Caetanópolis (região Central)
- Ano de falecimento: 1983
Não só era uma artista dona de vários sucessos, como se aprofundava nas origens da música como pesquisadora – em especial, nos ritmos nativos e na cultura afro-brasileira. Ao longo da sua carreira,
A cantora foi a primeira a vender mais de 100 mil discos no Brasil, um marco que só havia sido alcançado por artistas masculinos. Clara Nunes sempre esteve perto de outros grandes nomes da música, como Paulinho da Viola, Beth Carvalho e Chico Buarque.
Seu falecimento inesperado, em 1983, trouxe muita comoção no país todo. Foi decretado luto de 3 dias no Rio de Janeiro, local onde faleceu.
Juscelino Kubistcheck
- Natural de:
Diamantina (região do Vale do Jequitinhonha) - Ano de falecimento: 1976
Antes de ser o 21º presidente do Brasil, JK formou-se médico. Suas primeiras experiências profissionais foram na Polícia Militar de MG; aos poucos, misturou um pouco dos mundos médico e político ao atuar como chefe da Casa Civil de MG e, posteriormente, como tenente-coronel da PMMG.
Como presidente, exerceu seu mandato entre 1956 e 1961. Seu governo foi marcado pelo grande desenvolvimento econômico, representado pelo crescimento industrial. O político se comprometeu com a causa de promover avanços para o país, e é ao governo dele que a máxima “Cinquenta anos em cinco” foi atribuída.
Kubitscheck também foi conhecido como o “presidente
Um dos grandes marcos do seu governo foi a construção da nova capital federal. O Rio de Janeiro deixou de ser a capital do Brasil, e
Em BH, cidade em que foi prefeito, deixou como marco o
Pelé
- Natural de: Três Corações (Sul de Minas)
- Ano de falecimento: 2022
O
O eterno ídolo do Santos chamou a atenção desde cedo nos jogos do clube: na sua primeira partida, em 1956, Pelé já marcou seu primeiro gol profissional.
Demorou menos de 12 meses para que ele fosse convocado para a Seleção Brasileira. Em 1958, conseguiu dois marcos: sua primeira taça em uma Copa do Mundo, na Suécia; e ser o símbolo da camisa 10. Ao longo da carreira, viriam mais 2 títulos mundiais (em 1962 e 1970).
Pelé era reconhecido pelo seu estilo de jogo: rápido e certeiro, quase como se conseguisse prever o que o adversário pretendia fazer. Antes de ser jogador profissional, teve experiência no futebol de salão (o que, segundo ele, o ajudou a ter velocidade em campo) e em clubes menores (Sete de Setembro, Amériquinha, Bauru Athlético Clube).
Ziraldo
- Natural de: Caratinga (região do Vale do Rio Doce)
- Ano de falecimento: 2024
“Encantador” poderia ser uma palavra para definir o trabalho de
Ziraldo também deixou sua marca mais explícita no campo político, sendo um dos fundadores do jornal O Pasquim, uma publicação que, dentro dos limites possíveis, pretendia fazer frente à ditadura política.
Ao se dedicar à literatura infantil, Ziraldo trabalha com elementos que fazem parte do imaginário. No caso de Pererê, as histórias são permeadas pelo folclore brasileiro. O Menino Maluquinho é uma celebração à criatividade infantil e a coragem de viver seus sonhos. Embora tenha sido lançado há mais de 30 anos, em 1980, O Menino Maluquinho é considerado um dos maiores sucessos editoriais do Brasil até hoje.