A Polícia Civil de Alagoas indiciou por exercício ilegal da medicina, Helendja Oliveira, que atuava há nove anos como nutróloga em Maceió, em um dos maiores e mais famosos centros médicos da cidade.
De acordo com as investigações, nessa segunda-feira (29), foi confirmado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) que a mulher nunca estudou medicina na instituição, onde ela dizia ter se formado.
Ela disse à polícia que se formou em medicina no Rio Grande do Sul, estado em que possui registro profissional, mas não apresentou nenhum documento que comprovasse que poderia atuar como médica.
Nas redes sociais, Helenedja se apresentava como “especialista em emagrecimento pré-cirúrgico, tratamento de obesidade e oncologia metabólica.” Ela cobrava R$ 450 de pacientes sem plano de saúde e mantinha um site com artigos sobre saúde.
Segundo a polícia, mesmo sem registro, Helenedja receitava remédios e pedia exames usando um carimbo com número de registro CRM/AL 81.420 —que não existe.
“Essa semana teve uma vítima que foi à delegacia e apresentou uma receita, que tinha um número de CRM que não batia. Foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência por exercício ilegal da medicina”, disse Luci Mônica, ao G1.
A investigação foi aberta depois de o Conselho Regional de Medicina de Alagoas, (Cremal) receber relatos de profissionais pelo exercício irregular da profissão e denunciar a mulher.