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Foragidos, saiba quem são os líderes do esquema bilionário do PCC

“Beto Louco” e “Primo” são considerados os principais responsáveis por uma rede de fraudes fiscais e contábeis; Dos 14 alvos, somente seis foram presos até o momento

‘Primo’ e ‘Beto Louco’, SÃO apontados como líderes do esquema bilionário do PCC nos combustíveis

O Ministério Público identificou os supostos líderes do esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis. Os principais nomes são o empresário Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “João”, “Primo” ou “Jumbo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, apelidado de “Beto Louco”.

Mohamad Hussein Mourad

Apontado como o “epicentro” do esquema, Mohamad utilizava empresas em diferentes etapas do setor para realizar fraudes fiscais, ocultar patrimônio e lavar bilhões de reais. Segundo o MP, ele criou uma rede criminosa formada por familiares, sócios, administradores e profissionais cooptados.

As investigações mostram que duas empresas adquiridas por ele — a Copape e a Aster (distribuidora de combustíveis) — foram usadas para inflar artificialmente preços, sonegar impostos e obter créditos tributários indevidos.

Essa não é a primeira vez que Mohamad aparece em investigações. Em 2023, ele foi denunciado por sonegação de impostos e adulteração de bombas em postos. Anos antes, já havia sido processado por falsidade ideológica e fraude em combustíveis. Em 2010, chegou a ser preso em flagrante por tentativa de subornar policiais civis, ocasião em que também foram encontradas munições de metralhadora com ele.

Roberto Augusto Leme da Silva

Conhecido como “Beto Louco”, Roberto é apontado como co-líder do esquema. Ele era responsável pela gestão da Copape e da Aster, coordenando fraudes fiscais e contábeis, falsificação de documentos e lavagem de capitais.

Enquanto Mohamad liderava a parte financeira e patrimonial, Roberto cuidava da operação prática das empresas do grupo.

Prisões e foragidos

A Polícia Federal cumpriu 14 mandados de prisão na Operação Carbono Oculto, mas apenas seis pessoas foram encontradas:

  • João Chaves Melchior, ex-policial civil
  • Ítalo Belon Neto, empresário do setor de combustíveis
  • Rafael Bronzatti Belon, dono da Tycoon Technology e do banco digital Zeit Bank
  • Gerson Lemes
  • Thiago Augusto de Carvalho Ramos, empresário de Curitiba
  • Rafael Renard Gineste, sócio da F2 Holding Investimentos

Oito alvos seguem foragidos, incluindo Mohamad Hussein Mourad (“Primo”), Roberto Augusto Leme da Silva (“Beto Louco”) e outros empresários ligados às distribuidoras e ao setor de combustíveis. A PF suspeita de vazamento de informações, já que alguns deixaram seus endereços antes da chegada dos agentes.

O esquema

De acordo com a PF, os valores ilícitos obtidos eram inseridos no sistema financeiro por meio de fintechs e depois reinvestidos em negócios e imóveis através de fundos de investimento. Parte dos mandados de busca foi cumprida em escritórios da Avenida Faria Lima, em São Paulo, principal centro financeiro do país.

(Sob supervisão de Marina Dias )

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Izabella Gomes é estagiária na Itatiaia, atuando no setor de Jornalismo Digital, com foco na editoria de Cidades. Atualmente, é graduanda em Jornalismo pela PUC Minas