O Ministério Público identificou os supostos líderes do
Mohamad Hussein Mourad
Apontado como o “epicentro” do esquema, Mohamad utilizava empresas em diferentes etapas do setor para realizar fraudes fiscais, ocultar patrimônio e lavar bilhões de reais. Segundo o MP, ele criou uma rede criminosa formada por familiares, sócios, administradores e profissionais cooptados.
As investigações mostram que duas empresas adquiridas por ele — a Copape e a Aster (distribuidora de combustíveis) — foram usadas para inflar artificialmente preços, sonegar impostos e obter créditos tributários indevidos.
Essa não é a primeira vez que Mohamad aparece em investigações. Em 2023, ele foi denunciado por sonegação de impostos e adulteração de bombas em postos. Anos antes, já havia sido processado por falsidade ideológica e fraude em combustíveis. Em 2010, chegou a ser preso em flagrante por tentativa de subornar policiais civis, ocasião em que também foram encontradas munições de metralhadora com ele.
Roberto Augusto Leme da Silva
Conhecido como “Beto Louco”, Roberto é apontado como co-líder do esquema. Ele era responsável pela gestão da Copape e da Aster, coordenando fraudes fiscais e contábeis, falsificação de documentos e lavagem de capitais.
Enquanto Mohamad liderava a parte financeira e patrimonial, Roberto cuidava da operação prática das empresas do grupo.
Prisões e foragidos
- João Chaves Melchior, ex-policial civil
- Ítalo Belon Neto, empresário do setor de combustíveis
- Rafael Bronzatti Belon, dono da Tycoon Technology e do banco digital Zeit Bank
- Gerson Lemes
- Thiago Augusto de Carvalho Ramos, empresário de Curitiba
- Rafael Renard Gineste, sócio da F2 Holding Investimentos
Oito alvos seguem foragidos, incluindo Mohamad Hussein Mourad (“Primo”), Roberto Augusto Leme da Silva (“Beto Louco”) e outros empresários ligados às distribuidoras e ao setor de combustíveis. A PF suspeita de vazamento de informações, já que alguns deixaram seus endereços antes da chegada dos agentes.
O esquema
De acordo com a PF, os valores ilícitos obtidos eram inseridos no sistema financeiro
(Sob supervisão de Marina Dias )