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Dia Mundial da Educação: um dia que importa para todos nós

Neste 28 de abril, Dia Mundial da Educação, temos o que celebrar?

Celebramos, no dia 28 de abril, a educação mundial. É um dia para nos lembrar que, com educação de qualidade, teremos melhores condições para que todas as crianças, adolescentes e jovens aprendam conhecimentos importantes e se desenvolvam nas dimensões social, cultural, emocional, física e tantas outras.

Educação de qualidade é um direito de todos os brasileiros, garantido em nossa Constituição. E é uma das grandes metas da humanidade, propostas em 1995 na Assembleia Geral da ONU, com a participação de 193 países.

Naquela oportunidade, foram definidos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que representam os grandes focos que a humanidade precisa ter para enfrentar desafios globais, até 2030. Educação de qualidade é um deles. Isso significa que não tem como pensar a nossa existência sem uma educação de qualidade para todas as pessoas.

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Mas é necessário dizer: educação de qualidade ainda não é uma realidade para todos os estudantes brasileiros. Pesquisa recente publicada pelo Observatório da Branquitude revelou, por exemplo, que 69% das escolas brasileiras com melhores condições estruturais atendem a alunos majoritariamente brancos, com nível socioeconômico mais elevado.

Ou seja, no Brasil, alunos brancos frequentam escolas com melhores bibliotecas, quadras de esporte, laboratório de informática e até rede de esgoto. Em contrapartida, escolas que atendem principalmente estudantes negros, com nível socioeconômico mais baixo, são as que têm estrutura mais precária.

Defendemos que a educação é um caminho essencial para a redução de desigualdades. Mas isso só acontece se formos capazes de garantir alta qualidade do que se vive e aprende em todas as escolas e não apenas em parte delas.

Temos o que comemorar?

Diante desse contexto, pergunto: temos o que comemorar? Por ser uma área complexa, a educação é atravessada por contradições. Os desafios são inúmeros, mas é claro que temos também avanços que merecem ser reconhecidos. Quero salientar um desses aspectos que nos fazem ter orgulho da educação brasileira, que são os profissionais que estão todos os dias nas milhares de salas de aula de todo o país, os professores.

No Instituto iungo, interagimos diariamente com professores de todo o país, que dedicam tempo, foco e compromisso com os seus alunos. Participam de cursos de curta, média e longa duração. Ao mesmo tempo, em que dão aulas em suas escolas e participam da rotina de atividades docentes, eles se empenham para que seu trabalho seja cada vez mais marcado pela excelência, ética, engajamento e empatia.


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Paulo Emílio Andrade é presidente do Instituto Iungo, organização sem fins lucrativos que tem o propósito de transformar, com os professores, a educação no Brasil. É, também, professor da PUC Minas e pesquisador do Núcleo de Novas Arquiteturas Pedagógicas da USP.
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