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Migrantes encontrados em barco no Pará teriam morrido entre janeiro e abril

Documento que estava no barco indica que embarcação estava na Mauritânia, país africano de onde ele teria saído, em 17 de janeiro deste ano; ao menos 25 pessoas teriam morrido

O barco encontrado á deriva com corpos em decomposição, na região de Bragança, no litoral paraense, teria saído da Mauritânia em janeiro deste ano. De acordo com o Superintendente Regional da Polícia Federal, José Roberto Peres, o último registro do barco na Mauritânia, país africano de onde ele teria saído, data do dia 17 de janeiro deste ano.

“Com certeza eles ficaram a deriva por muito tempo. Encontramos um registro importante no barco que identifica que ele estava na Mauritânia no dia 17 de janeiro. Então, esse fato ocorreu depois dessa data”, afirmou.

A informação foi descoberta após a análise dos objetos e documentos encontrados na embarcação. Além da origem do barco, os policiais federais descobriram que os corpos eram de migrantes vindo da Mauritânia e de Mali, país vizinho.

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Inicialmente a PF acreditava que havia cerca de 20 corpos no barco. Mas na segunda-feira (13), após o barco chegar em terra firme, a corporação encontrou nove corpos, sendo oito dentro do barco e um fora dele. Mesmo depois de se deparar com os nove corpos, a PF acredita que a embarcação saiu da África com ao menos 25 passageiros. Ainda não se sabe o que teria acontecido com o restante dos migrantes.

“Ao menos 25 pessoas estavam na embarcação à deriva encontrada na região de Bragança/PA, no último sábado (13/4). Esse é o número de capas de chuva (23 verdes idênticas e duas amarelas) que estava no barco, de acordo com a perícia da Polícia Federal”, informou a corporação em nota.

Ainda de acordo com o superintendente da PF, apenas a perícia será capaz de confirmar a causa das mortes, porém já existe uma suspeita sobre o que possa ter acontecido.

“Os corpos estão vindo para Belém e um trabalho minucioso de perícia começa hoje e deve se estender até o fim de semana. Ali vai se estabelecer a causa mortis. Mas provavelmente foi falta de alimento e água”, afirmou.


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Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.
Giullia Gurgel é estudante de jornalismo e estagiária da Itatiaia.
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