Ficar sem dinheiro na hora de passar pelo pedágio é uma situação mais comum do que parece entre os motoristas brasileiros. Seja porque a praça não aceita cartão, o Pix ainda não está disponível ou simplesmente por falta de atenção, o imprevisto pode acontecer. O problema é que, diante do nervosismo, muitos acabam tomando a pior decisão possível: tentar passar sem pagar. Além de incorreta, essa atitude gera consequências sérias.
É importante deixar claro que passar pelo pedágio sem efetuar o pagamento caracteriza evasão, independentemente da forma. Não importa se o motorista tenta aproveitar o “vácuo” do carro da frente, passa por uma cabine automática ou cruza a cancela aberta. A infração é considerada grave pelo Código de Trânsito Brasileiro, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH.
O que não fazer de jeito nenhum
O erro mais comum é tentar colar no veículo da frente para passar junto quando a cancela abre. Além de perigosa, essa prática é facilmente identificada pelas câmeras e pelos operadores da praça de pedágio. Alegar depois que estava sem dinheiro não anula a infração.
Outro comportamento inadequado é dar meia-volta na cabine ou parar de forma irregular na pista do pedágio. Além de não resolver o problema, essa atitude pode causar congestionamentos e até acidentes, colocando em risco outros motoristas e os funcionários da concessionária.
O que fazer se não tiver dinheiro
A conduta correta é simples e evita dor de cabeça. Ao chegar à cabine, o motorista deve explicar calmamente ao atendente que não possui dinheiro naquele momento ou que a praça não aceita o meio de pagamento disponível.
O funcionário irá orientar o condutor a estacionar o veículo em um local seguro e aguardar um representante da concessionária. Esse fiscal fornecerá um termo de reconhecimento de dívida, documento que registra informações como placa do veículo, data, horário e valor do pedágio.
Nesse procedimento, não há cobrança de juros, multa ou taxa adicional. O motorista paga apenas o valor normal do pedágio. A concessionária também informa como o pagamento deve ser realizado, o que pode variar conforme a empresa, mas geralmente ocorre dentro de um prazo de até cinco dias corridos, por meio de aplicativos bancários, caixas eletrônicos ou canais próprios da operadora da rodovia.
Guardar o comprovante de pagamento é fundamental. Caso o valor não seja quitado dentro do prazo estipulado, a concessionária pode registrar a evasão, e a multa passa a ser aplicada normalmente.
Em situações mais raras, quando a praça não dispõe do formulário, a concessionária pode autorizar um retorno operacional seguro, feito a alguns quilômetros do local. Esse procedimento, no entanto, só deve ocorrer com orientação e supervisão dos funcionários, nunca por iniciativa do motorista.
No pedágio sem cancela (free flow)
Nos pedágios eletrônicos sem cabine, conhecidos como free flow, o procedimento é semelhante, mas exige ainda mais atenção. Se o veículo não possui tag ou se houver falha na leitura, o pagamento deve ser feito posteriormente pelos canais da concessionária, dentro do prazo estabelecido.
Ignorar essa obrigação também configura evasão de pedágio e resulta em multa. Por isso, acompanhar os registros de passagem e manter os pagamentos em dia é essencial para evitar penalidades.
Com informação e calma, é possível resolver a situação sem prejuízos e seguir viagem de forma regular e segura.