A temporada 2026 da Fórmula 1 será aberta no próximo domingo (8), à 1h da manhã, com a largada do Grande Prêmio da Austrália. A categoria mais importante do automobilismo mundial terá 24 etapas, começando em Melbourne e terminando em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, com a maior mudança no regulamento técnico desde a sua criação, em 1950.
Os carros desta temporada são totalmente novos, a começar pela nova estrutura, 20 centímetros mais curta na distância entre-eixos, 10 cm mais estreitos e 30 kg mais leves que os bólidos de 2025. Os pneus são mais finos, mas ainda calçados em rodas de 18 polegadas de diâmetro.
Como esperado, a aerodinâmica também foi aprimorada para elevar o desempenho. As asas dianteiras e o aerofólio traseiro possuem regulagem automática do ângulo de ataque para reduzir o arrasto nas retas e aumentar a força descendente nas curvas, a fim de garantir maiores velocidades em todos os trechos dos circuitos.
Todos os carros são híbridos. O motor 1.6 V6 biturbo trabalha em conjunto com um elétrico para entregar por volta de 1.000 cv de potência combinada (500 cv de cada). Até o ano passado, o propulsor a combustão gerava cerca de 800 cv, enquanto o elétrico fornecia 160 cv.
O combustível dos motores a combustão deixa de ser derivado de petróleo para ser produzido a partir de biomassa ou carbono retirado da atmosfera, que poderá ser utilizado em veículos de rua. A Fórmula 1 pode servir de laboratório para o desenvolvimento de combustíveis alternativos, como o etanol brasileiro, feito a partir de biomassa.
Carro da estreante Cadillac
A bateria que alimenta o sistema híbrido, por sua vez, são maiores que a do carro anterior. A recarga é feita pelo sistema regenerativo que aproveita a energia gerada pelas frenagens e pelo motor a combustão.
O grid de largada terá a estreia das marcas Audi e Cadillac, além do retorno de Ford e Honda. Apenas Ferrari, Haas, Mercedes-Benz, McLaren e Williams seguirão com os fornecedores de motores de 2025.
A estreante Cadillac optou por utilizar motores Ferrari nos seus dois primeiros anos na Fórmula 1. A Sauber, que passa a se chamar Audi, trocou os propulsores fornecidos pela marca italiana para competir com motores próprios.
Piloto brasileiro Gabriel Bortoleto faz a sua estreia na Fórmula 1 pela Audi
A Audi, aliás, conta com o piloto brasileiro Gabriel Bortoleto e busca se consolidar na Fórmula 1 para disputar o título da categoria até 2030.
Equipes e fornecedores de motores da temporada 2026
| Fabricante de motor | Equipes em 2026 |
|---|---|
| Mercedes | Mercedes, McLaren, Williams, Alpine |
| Ferrari | Ferrari, Haas |
| Honda | Aston Martin |
| RB Ford | Red Bull Racing, Racing Bulls |
| Audi | Sauber/Audi |
| Ferrari | Cadillac |