O Brasil bateu o recorde no número de carros blindados em circulação em 2025. De acordo com dados da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), 42.800 veículos receberam a proteção balística ao longo do ano, volume 24,6% superior ao registrado em 2024, quando foram blindadas 34.402 unidades. O resultado representa o maior patamar da série histórica da entidade, iniciada em 1995, quando 388 veículos receberam esse tipo de proteção.
A entidade calcula que mais de 400 mil veículos blindados circulam no Brasil atualmente.
Cada vez mais buscada como alternativa para reduzir os riscos da violência urbana, a blindagem automotiva brasileira se consolidou como referência mundial no uso civil. O país lidera esse mercado à frente de nações como Estados Unidos e México e mantém acordos de cooperação com empresas equatorianas e mexicanas, voltados ao intercâmbio de experiências e ao desenvolvimento de novas tecnologias.
Segundo a Abrablin, o reconhecimento internacional está diretamente ligado à evolução técnica do setor. “A qualidade do serviço prestado, as constantes inovações tecnológicas aqui desenvolvidas, culminando em produtos mais leves, e a confiança do consumidor na proteção são fatores que, somados à preocupação das pessoas no seu dia a dia, fazem com que o país seja mundialmente reconhecido na blindagem automotiva, com crescimento a cada ano”, afirma Marcelo Silva, presidente da entidade.
Além do avanço tecnológico, o segmento também tem peso relevante na economia. Atualmente, a blindagem automotiva gera cerca de 120 mil empregos diretos e indiretos e movimenta aproximadamente R$ 3,5 bilhões por ano no Brasil.
No mercado nacional, a maior parte dos veículos recebe blindagem de nível III-A, o mais alto permitido para uso civil pelo Exército Brasileiro. Esse padrão garante proteção contra armas de cano curto, como pistolas de calibre 9 mm e revólveres .44 Magnum, sendo o mais adotado pelos consumidores que buscam maior segurança no dia a dia.