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Localizado em uma área reservada para garantir o sigilo dos testes e a integridade do processo, o parreiral funciona como um laboratório vivo. A iniciativa busca alternativas para manter a qualidade de vinhos, espumantes e sucos, mesmo com as constantes mudanças de temperatura e regime de chuvas.
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Ciência aplicada ao campo
As mudas em teste têm origem em oito países: República Tcheca, Geórgia, Itália, Alemanha, Ucrânia, França, Portugal e Espanha. O manejo exige alta precisão técnica, já que cada variedade possui um ciclo de desenvolvimento e exigências de tratamento diferentes.
Um dos diferenciais do estudo é a comparação entre sistemas de condução. Algumas variedades são cultivadas tanto no formato de espaldeira (sistema de condução vertical para videiras, ideal para uvas finas) quanto em latada (sistema de condução horizontal de videiras), permitindo avaliar em qual deles a produtividade e a saúde da planta são superiores sob o clima local.
"É fundamental validarmos essas variedades para identificar as mais resistentes antes de propormos a substituição de cultivos aos produtores”, explicou Evandro Bosa, gerente da assistência técnica responsável pelo projeto.
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Fortalecimento da cadeia produtiva
Apresentado inicialmente a um grupo de produtores em dezembro de 2023, o projeto reforça o vínculo entre a pesquisa e o trabalho no campo. A cooperação das famílias de agricultores foi essencial para a execução do plano, cedendo espaço e mão de obra para o cuidado diário das videiras sob orientação técnica.
A expectativa é que, em breve, os dados coletados neste “laboratório” sirvam de base para uma renovação segura dos vinhedos na região. Atualmente, a cooperativa gere uma produção de 20 milhões de litros anuais, envolvendo mais de 450 associados que cultivam 1,2 mil hectares em cerca de 20 municípios do Rio Grande do Sul.