Universidade de Cambridge sem carne para os alunos
Alunos votaram para retirar das refeições servidas todos os alimentos derivados de proteína animal

Polêmica aberta! No dia 20 de fevereiro, os alunos da Universidade de Cambridge, Inglaterra, votaram pela retirada de todos os alimentos derivados de proteína animal das refeições na escola.
A Universidade de Cambridge é a segunda mais antiga do mundo, por onde passaram 92 ganhadores de Prêmio Nobel, entre eles o físico e matemático Isaac Newton e Charles Darwin, pai da teoria da evolução.
Os alunos, apoiados pela diretoria da universidade, exigem uma alimentação sustentável e plant-based no campus de todas as 31 escolas espalhadas pelo mundo. Em Cambridge São 19 mil alunos acompanhados por 8 mil professores.
A carne vermelha está praticamente extinta do campus em Cambridge desde 2020, porém poucos restaurantes ainda não obedecem essa norma. O sindicato estudantil não se posicionou está neutro nessa medida radical, deixando a decisão final para a direção da universidade. Outra dúvida é se as 31 escolas da Cambridge em outros países deverão seguir essas determinações, um cardápio 100% vegano. No Brasil há uma delas em São Paulo. Penso que aí seria um exagero, impor alimentação em outros países.
O movimento tempo o apoio do grupo ativista Animal Rebellion, que pede resposta às crises do clima e da biodiversidade, mas as primeiras contestações técnicas vêm do Dr. Chris Smith, virologista consultor e professor do Queens’ College, entendendo ser um plano preocupante em todos os níveis.
Em um artigo no Jornal The Telegraph ele relata que sua esposa é nutróloga e atende com frequência pessoas que adotaram dietas da moda e veganismo. Ele afirma que com o passar do tempo as pessoas vão se sentindo cansadas, anêmicas e com baixo desempenho.
Os aminoácidos encontrados na proteína vegana são diferentes dos que estão nas carnes. São dos aminoácidos que os músculos e células sobrevivem, não apenas de soja, nozes e quinoa, disse o Dr. Smith! O projeto dos estudantes é para que tudo esteja resolvido até 2025.
Mas é sempre bom lembrar aos ativistas, que deixar de comer carne não significa equilibrar o meio ambiente. É mais um modismo que circula por aí. Todos devem ficar atentos para não deixar apenas a carne de lado e andarem com muitos derivados do boi pendurados pelo corpo. Confira alguns deles:
- Pincéis e escovas de cabelo são feitos do pelo do boi/vaca.
- Medicamentos e perfumaria vêm de glândulas da tireoide, supra-renais e pâncreas, que também é usado na insulina.
- A gordura é utilizada em sorvetes e confeitaria.
- Sabonetes perfumados tem sebo na composição.
- Pó do chifre entra na fabricação de pentes e botões.
- Pó de osso serve para enxerto ósseos dentários.
Então! Você pode estar usando até o berro do boi na ilustração de um fundo musical durante um período de relaxamento.
Necessário é, observamos o equilíbrio do meio ambiente com a exclusão dos animais que nos fornecem proteínas e o cultivo de plantas que irão nos alimentar. E não se esqueçam que os preços serão bem maiores, dificultando ainda mais o acesso dos menos favorecidos.
Também haverá exploração das terras para o cultivo das plantas que precisam receber tratamento desde a semente até o consumo, porque também são seres vivos e sujeitas a pragas e doenças. E não confundam plantações para atenderem milhões de pessoas com canteiros de fundo de quintal. As áreas utilizadas serão as mesmas que se usam hoje
Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.
