Soluções biológicas auxiliam o café a superar as adversidades climáticas, afirma especialista
Mudanças climáticas e alteração da safra impactam a produção do café

O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de café no mundo, sendo também um grande consumidor do produto. Os consumidores têm notado aumento dos preços do café no varejo. Segundo Renato Brandão, gerente nacional de vendas da BRQ Brasilquímica, a principal razão é que a produção global não tem acompanhado o crescimento da demanda, em grande parte devido às condições climáticas adversas dos últimos anos.
De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção será de 51,8 milhões de sacas nesta safra, com queda de mais de 4% em relação ao ano passado.
"Além das condições climáticas, estamos enfrentando a bienalidade negativa na produção de café, fenômeno natural caracterizado pela alternância de safras altas e baixas. Mesmo com bons preços, o cafeicultor precisa otimizar a rentabilidade por meio de um manejo nutricional e fitossanitário adequado, para reduzir os impactos negativos dos estresses abióticos nas lavouras", explica Brandão.
O aumento das temperaturas, a maior incidência de veranicos, secas prolongadas e o excesso de radiação solar têm elevado o estresse do café arábica, a variedade mais consumida no Brasil, comprometendo seu potencial produtivo. Por isso, é essencial que os agricultores adotem tecnologias para amenizar os efeitos do estresse, cada vez mais recorrente e duradouro.
*Giulia Di Napoli colabora com reportagens para o portal da Itatiaia. Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.



