Belo Horizonte
Itatiaia

Paraná dispara na produção de etanol de milho com salto de 71%

Dados do Deral mostram que o Paraná compensa a leve retração da cana com avanço recorde na industrialização do milho para energia

Por
Paraná dispara na produção de etanol de milho com salto de 71%
Produção é estimada em 31,54 milhões de litros • Albari Rosa/Arquivo AEN

O Paraná consolidou seu espaço na transição energética do agronegócio com investimentos que geraram um salto de 71,1% na produção de etanol de milho no ciclo atual. Os dados foram divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Ainda de acordo com o relatório, a produção paranaense do biocombustível à base de milho deve saltar de 18,4 milhões de litros no ciclo anterior para estimados 31,54 milhões de litros no atual período.

 

Avanço do milho compensa retração da cana

O crescimento do biocombustível de milho no Paraná contrasta com a estabilidade do setor sucroenergético tradicional. A produção de etanol derivado da cana-de-açúcar no estado está estimada em 1,18 bilhão de litros, o que representa uma leve retração de 2,2% em comparação com o último período.

Embora o Paraná ainda não possua um polo produtor de etanol de milho totalmente consolidado como o do Mato Grosso, o cenário promete mudar rapidamente. Técnicos do Deral apontam que há aportes financeiros robustos em andamento no estado, o que deve posicionar o território paranaense entre os principais players nacionais do setor nos próximos anos.

Tendência nacional

O movimento observado no Paraná reflete uma transformação estrutural que ocorre em todo o território brasileiro. Somando as fontes de cana e milho, a produção nacional de etanol deve atingir o recorde de 40,69 bilhões de litros, um avanço de 8,5% sobre o ciclo passado.

O grande motor dessa expansão é justamente o milho, que já responde por 28% da oferta total de etanol do Brasil. O avanço impressiona quando comparado à safra 2020/21, período em que o grão representava apenas 9% do mercado nacional, consolidando a matéria-prima como peça-chave para a segurança energética e valorização da produção agrícola no país.

Por

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde