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Agro brasileiro bate recorde e exporta US$ 16,6 bi em abril; soja e carne bovina são destaque

Embarques cresceram 11,7% em abril, atingindo o maior valor da série histórica, impulsionado pela safra recorde de soja e das vendas de carne bovina

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Agro brasileiro bate recorde e exporta US$ 16,6 bi em abril; soja e carne bovina são destaque
No primeiro quadrimestre, setor acumulou US$ 54,6 bilhões • Canva/ Banco de imagem

As exportações do agronegócio brasileiro bateram recorde em abril. Com US$ 16,65 bilhões, o setor registrou o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica, em 1997. O desempenho representa uma alta de 11,7% em relação ao mesmo período do ano passado e consolida o agro como o pilar de quase metade (48,8%) de tudo o que o Brasil exporta.

No acumulado do primeiro quadrimestre, o setor também celebra números inéditos, alcançando a marca de US$ 54,6 bilhões. O saldo comercial do mês resultou em um superávit de US$ 15 bilhões, impulsionado por um aumento de 9,5% no volume embarcado e uma valorização de 2,1% nos preços médios.

Soja e carne bovina: os motores do recorde

O protagonismo absoluto ficou com o complexo soja, que faturou US$ 8,1 bilhões. Somente o grão rendeu US$ 6,9 bilhões, impulsionado por uma safra recorde no ciclo 2025/2026 e por uma alta de 8,4% no preço médio. O farelo de soja também se destacou com um volume recorde de 2,4 milhões de toneladas.

As proteínas animais superaram com faturamento de US$ 3 bilhões. A carne bovina in natura atingiu desempenho histórico de US$ 1,6 bilhão, com a China absorvendo quase 56% desse montante. Outros setores como o de produtos florestais (US$ 1,4 bilhão) e o de café (US$ 1,2 bilhão) mantiveram a robustez da pauta, enquanto o algodão registrou recordes simultâneos em valor e volume.

Diversificação e novos mercados

Um dos diferenciais do período foi a expansão para itens menos tradicionais, reflexo da abertura de mais de 600 novas oportunidades de mercado nos últimos anos. Produtos como pimenta piper seca, rações para pets, óleo essencial de laranja e frutas como abacate e manga registraram marcas recordes. Na fruticultura, a abertura de 34 novos mercados desde 2023 impulsionou as vendas de melões, limões e melancias.

Principais destinos e visão estratégica

A China reforçou sua liderança com compras de US$ 6,6 bilhões (+21,8%), seguida pela União Europeia, que importou US$ 2,36 bilhões. Apesar de um recuo de 16,8%, os Estados Unidos fecharam o pódio com US$ 1 bilhão em compras.

Para o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, o resultado mostra que o país transforma potencial em acesso concreto através de método e continuidade. Já o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou que o recorde confirma a responsabilidade do setor na geração de renda e emprego: "Esse resultado nasce do trabalho dos produtores, cooperativas e de uma atuação do governo próxima do setor produtivo".

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde