Café apreendido com impurezas vira adubo orgânico na Universidade Federal do Paraná
Cerca de 1.500 pacotes confiscados foram misturados a folhas secas e esterco para ajudar no manejo do solo em campus de Curitiba

Uma ação conjunta entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR) deu um destino sustentável a cerca de 1.500 pacotes de café torrado e moído apreendidos no estado. O produto, que foi retirado de circulação por estar fora dos padrões de qualidade, foi transformado em composto orgânico no Campus Botânico da universidade, em Curitiba.
O lote pertencia à marca “Made in Brazil” e havia sido adquirido pela própria UFPR para consumo interno. No entanto, uma fiscalização do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal no Paraná (Sipov/PR) suspendeu a comercialização do produto após identificar a presença de impurezas e matérias estranhas acima dos limites permitidos pela legislação brasileira.
Do descarte à sustentabilidade
Para evitar o desperdício total e garantir o descarte correto, o material foi incorporado a leiras de compostagem da universidade, sendo misturado a aparas de grama, folhas secas, esterco bovino e água. Antes do processo, todas as embalagens plásticas foram separadas e destinadas à reciclagem.
O adubo orgânico gerado a partir do café será utilizado em atividades de manejo e recuperação de solo desenvolvidas pela UFPR. Todo o processo foi acompanhado de perto por auditores fiscais federais agropecuários, assegurando que o produto irregular não retornasse à cadeia de consumo humano.
Cerco fechado contra o café irregular
A destinação faz parte de um esforço maior do Mapa para intensificar a fiscalização da cadeia cafeeira no Paraná. O estado já soma 194 coletas oficiais de amostras, que resultaram em autuações, multas e auditorias em empresas de torrefação e embalagem.
O rigor das fiscalizações em compras públicas na capital paranaense já levou à apreensão recente de mais de 21 toneladas de café irregular, reforçando as medidas de proteção ao consumidor e de valorização das marcas que cumprem as normas sanitárias no país.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde



