Seca no Piauí causa perda de 25% da safra de grãos; soja e milho foram prejudicados
As culturas de soja e milho foram comprometidos pela falta de chuvas regulares

Os resultados da safra de grãos 24/25 do Piauí, composta por soja e milho, estão comprometidos segundo a Associação dos Produtores de Soja do Estado do Piauí (Aprosoja Piauí). O principal fator para a redução da produtividade foi o período de seca que atingiu o estado, especialmente a região sul, nos últimos meses.
A estimativa de perda média é de pelo menos 25% para a soja, podendo chegar a 50% em alguns municípios e de 50% para o milho, chegando até 70% em algumas regiões. Segundo a Aprosoja-PI, o mês de fevereiro foi completamente seco. Já na primeira quinzena de março as chuvas foram localizadas e não abrangeram todas as regiões produtoras. Em algumas fazendas, são registrados mais de 45 dias sem chuvas significativas.
'No milho safra as quebras devem ser ainda maiores, pois o período reprodutivo concentrou-se no mês de fevereiro/março; a implantação do milho safrinha (2ª safra) também está bastante comprometida', explica o presidente da Aprosoja, Janailton Fritzen.
O presidente também fala que a falta de chuvas no mês de fevereiro e as chuvas esparsas neste mês de março dificultaram a recuperação das atividades. As quebras já são consolidadas, em maior ou menor nível, dependendo da situação de cada fazenda/região.
Segundo o diretor-executivo da Aprosoja, Rafael Maschio, os produtores foram afetados de maneira diferente. 'As perdas estão ligadas ao momento em que realizaram o plantio, podendo ser maiores para alguns', explica.
Milho é o mais afetado
O milho é a cultura mais impactada pela estiagem porque seu período reprodutivo, majoritariamente, ocorre em fevereiro quando as chuvas foram praticamente inexistentes.
A quebra pode prejudicar também a cadeia produtiva que depende desse grão para alimentação animal e comercialização.
'A redução da colheita no Piauí gera preocupação entre os produtores, que têm prejuízos financeiros e dificuldades para o próximo ciclo agrícola. Além da queda na produção, os custos operacionais aumentam, agravando ainda mais a situação', explica Fritzen.
*Giulia Di Napoli colabora com reportagens para o portal da Itatiaia. Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.



