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Dia Mundial do Frango: Brasil celebra liderança global e prevê novo recorde em 2026

Com consumo interno em alta e exportações em ritmo acelerado, setor avícola projeta produzir até 15,6 milhões de toneladas este ano; atividade sustenta 350 mil empregos diretos

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Frango assado
Frango é a proteína animal mais consumida no Brasil • Canva/ Banco de imagem

Neste domingo, 10 de maio, é celebrado o Dia Mundial do Frango, e o Brasil tem motivos de sobra para comemorar. Como maior exportador mundial e terceiro maior produtor do planeta, o país chega à data com projeções otimistas que consolidam sua relevância estratégica na segurança alimentar global e na economia nacional.

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o setor deve fechar 2026 com novos recordes. A expectativa é que a produção alcance 15,6 milhões de toneladas, superando as 15,2 milhões registradas no ano anterior. O otimismo é sustentado pelo apetite do mercado externo e pela resiliência do consumo doméstico.

Prato principal do brasileiro

A carne de frango reafirma seu posto como a proteína favorita nas mesas do país. A acessibilidade e o perfil nutricional elevaram o consumo per capita:

  • 2025: 46,7 kg por habitante/ano.
  • Projeção 2026: pode chegar a 47,3 kg por habitante/ano.

Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o crescimento reflete a confiança na cadeia produtiva. "A carne de frango reúne características fundamentais: acessibilidade, qualidade e eficiência. O setor movimenta a economia e contribui diretamente para a segurança alimentar de milhões", destacou.

Força exportadora e impacto social

No front internacional, o Brasil projeta embarcar até 5,5 milhões de toneladas em 2026. A manutenção de elevados padrões sanitários e a biosseguridade são os diferenciais que permitem ao país ocupar espaços deixados por competidores que enfrentam crises sanitárias.

Além das cifras bilionárias, a avicultura é um motor social. O setor gera 350 mil empregos diretos (frigoríficos, fábricas de ração e logística) e milhões de vagas indiretas distribuídas por diversas regiões, fortalecendo o interior do Brasil.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde