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Preço do bezerro dispara, supera alta do boi gordo e encarece recria em 2026, diz Cepea

Levantamento do Cepea mostra que retenção de fêmeas e forte demanda por reposição impulsionam os preços do gado jovem em 2026

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Preço do bezerro dispara, supera alta do boi gordo e encarece recria em 2026, diz Cepea
Entre as categorias de reposição, o bezerro se destaca como o protagonista das altas em 2026 • Canva/ Reprodução

O mercado pecuário brasileiro consolida em 2026 a fase de transição e valorização do ciclo pecuário. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP) indicam que as cotações do bezerro e do boi magro registram movimento consistente de alta neste ano, impulsionadas pela combinação entre uma oferta mais enxuta no campo e a demanda aquecida da ponta recriadora e confinadora.

A restrição na oferta de animais jovens reflete diretamente a maior retenção de fêmeas pelas matrizes, movimento característico do início de um ciclo de alta, quando a valorização do bezerro estimula o produtor a segurar as vacas no pasto para reprodução, reduzindo o abate de fêmeas no país.

Bezerro puxa a fila dos aumentos

Entre as categorias de reposição, o bezerro se destaca como o protagonista das altas em 2026. A valorização da desmama supera, inclusive, os ganhos acumulados pelo boi gordo pronto para o abate no mesmo período.

Essa distorção acende o sinal de alerta para quem atua no início da cadeia produtiva:

  • Desembolso mais alto: Para quem compra bezerros, a disparada dos preços exige um aporte de capital significativamente maior para a entrada e composição dos lotes no ciclo de recria.

  • Margem de manobra no boi magro: Já na categoria do boi magro, os preços, embora firmes, evoluem em ritmo mais moderado do que o praticado no boi gordo. O cenário gera um alívio pontual para os invernistas, amenizando a pressão sobre a relação de troca na compra de animais erados para a terminação.

Com a demanda por reposição aquecida e a retenção de fêmeas consolidada, a tendência é que o custo do garrote e do bezerro continue ditando o ritmo das margens de lucro dos recriadores ao longo da safra.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.

 

 

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