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Mercado europeu é estratégico e sem substituição para carne, alerta Abiec sobre suspensão

ABIEC manifesta preocupação com a interrupção do comércio, reforça suporte técnico ao MAPA e confirma adesão total das empresas associadas a novo protocolo de controle de antimicrobianos

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Carne bovina
Governo de Rôndonia/ Divulgação

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) manifestou preocupação com a interrupção das exportações de carne bovina brasileira para a União Europeia. A suspensão que começa nesta quinta-feira (3), ocorre após a entrada em vigor de novas exigências do bloco europeu relacionadas ao uso de antimicrobianos na pecuária.

Em nota oficial, a entidade informou que vem atuando em conjunto com os demais elos da cadeia produtiva e prestando suporte técnico ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), autoridade responsável pelas negociações diplomáticas e sanitárias com as autoridades europeias. Como as garantias oficiais do governo brasileiro já foram apresentadas, o foco atual das tratativas está na reinclusão do Brasil na lista de países aptos a exportar para o bloco.

Iniciativa privada cria protocolo de controle

Como resposta às exigências regulatórias europeias, o setor privado desenvolveu um protocolo específico de controle sobre o uso de antimicrobianos. A medida foi construída em parceria pela ABIEC, pela Associação Brasileira das Certificadoras por Auditoria e Rastreabilidade (ABCAR) e pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O protocolo já está em fase de execução no campo e conta com 100% de adesão das empresas associadas à ABIEC habilitadas para o mercado europeu. A associação ressalta que a adequação trata-se de um requisito regulatório exigido pelo bloco a seus fornecedores e que a mudança não altera a qualidade, a segurança ou o status sanitário da carne brasileira, que segue reconhecida em mais de 170 países.

Impacto e mercado estratégico

A União Europeia representa um destino estratégico para a pecuária brasileira devido ao alto valor agregado e ao perfil específico dos cortes importados. A ABIEC esclarece que não há substituição automática desse volume por outros países compradores, já que cada mercado consumidor demanda padrões e cortes distintos.

Embora o comércio de carne bovina siga normal para os demais destinos internacionais, a prioridade da entidade é restabelecer o fluxo para a Europa no menor prazo possível, preservando a competitividade da cadeia e a diversificação dos mercados do país.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.

 

 

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