Mato Grosso consolidou sua liderança na pecuária nacional ao encerrar 2025 com marcas históricas. De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o volume de
O desempenho financeiro foi ainda mais expressivo com US$ 4,11 bilhões, um crescimento de 53,82%. O preço médio da tonelada (US$ 4.201,24) registrou o segundo maior valor da série histórica, impulsionado pela qualidade do produto e pela demanda internacional, especialmente da China, que comprou mais de 536 milhões de TEC.
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Animais mais jovens
Um dos principais fatores para o sucesso foi a modernização do rebanho. Mato Grosso abateu 7,46 milhões de cabeças em 2025, sendo que a participação de animais jovens (até 24 meses) deu um salto de 17,55%.
Hoje, esses animais já representam 43% do total de abates no estado. Para Rodrigo Silva, coordenador de Inteligência do Imea, o cenário é fruto de investimentos pesados em melhoramento genético, nutrição de ponta e sistemas de terminação intensiva.
“Batemos recorde em abates e em exportação. Isso mostra a força da nossa pecuária e a diversificação de mercados, com avanço no Chile, Rússia e Oriente Médio”, destacou Silva.
Desafio dos preços: oferta x demanda
Apesar do cenário das exportações e do consumo doméstico aquecido, o pecuarista enfrentou um paradoxo nos preços internos. A arroba do boi gordo e da vaca gorda registrou quedas leves na última semana (1,11% e 0,42%, respectivamente).
O motivo é a alta oferta de animais, que impediu uma valorização maior dos preços pagos ao produtor. No entanto, o Imea projeta que o equilíbrio entre oferta e demanda deve se consolidar ao longo de 2026, com reflexos diretos na reposição do rebanho.