Exportações de carne bovina de MT somam US$ 2,4 bi no 1º semestre e chegam a 88 países
Aumento no preço médio por tonelada e conquista de 11 novos mercados internacionais impulsionaram a receita dos frigoríficos do estado

A carne bovina produzida em Mato Grosso alcançou marcas históricas na primeira metade de 2026. Nos primeiros seis meses do ano, a proteína do estado chegou às mesas de 88 países, gerando uma receita de US$ 2,4 bilhões. O resultado expressivo foi impulsionado pelo aumento da demanda externa e pelo avanço do preço médio pago no mercado internacional, que atingiu US$ 6,1 mil por tonelada.
O desempenho representa um crescimento expressivo na comparação com o mesmo período de 2025. No primeiro semestre do ano passado, a produção de Mato Grosso havia sido destinada a 77 países, somando uma receita de US$ 1,47 bilhão, com valor médio de US$ 5,1 mil por tonelada. Em um ano, o setor ganhou 11 novos mercados e viu sua receita saltar mais de 63%.
Principais compradores e logística de escoamento
Com o escoamento da produção concentrado principalmente nos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR), os frigoríficos do estado mantiveram a China como o maior destino do produto. A gigante asiática importou 282,4 mil toneladas de carne bovina mato-grossense no período.
Na sequência das exportações aparecem:
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2º lugar: Estados Unidos, com 41 mil toneladas
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3º lugar: Chile, 31 mil toneladas
O grupo dos dez maiores importadores é completado por Rússia, Filipinas, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Itália e Países Baixos (Holanda), mercados que concentram grande parte do volume negociado pela pecuária do estado.
Diversificação e segurança para o setor
Além dos grandes compradores globais, o produto de Mato Grosso ampliou sua presença em mercados de menor volume. A carne estadual registrou vendas para países como Cabo Verde, Azerbaijão, Cazaquistão, Iraque, Porto Rico, Catar, Albânia e Líbia.
Segundo o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, a estratégia de pulverização dos destinos é essencial para proteger a cadeia produtiva.
“A diversificação dos destinos das exportações é um fator estratégico para a competitividade da pecuária mato-grossense. Quanto maior o número de mercados compradores, menor é a exposição da cadeia produtiva a oscilações econômicas. Essa pulverização dos mercados proporciona maior previsibilidade para a indústria e para os pecuaristas, além de criar oportunidades para acessar nichos que remuneram melhor pela qualidade da carne”, avalia Andrade.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.


