Valdir Barbosa: terremoto na Colômbia pode inflacionar preços do café
A Colômbia é o segundo maior produtor de café arábica do mundo exportando 14 milhões de sacas em 2025; o Brasil, líder mundial, embarcou 32 milhões de sacas

Amigas e amigos do Agro!
O terremoto na Colômbia atingiu várias regiões cafeeiras e levantamentos estão sendo feitos para se apurar o estrago até agora.
O epicentro do tremor foi exatamente na região chamada Eixo Cafeeiro que começa em Cali, cidade bastante atingida, seguindo para Quindío, Pereira, Manizales e Medellin.
Região bastante montanhosa, turística e com transporte rodoviário e aéreo em condições reduzidas, à exceção de Cali e Medellin. Voando por essa região, só se vê café espalhado pelas montanhas
Só para ilustrar, em abril de 2011 o Cruzeiro foi jogar contra o Onze Caldas pela Copa Libertadores em Manizales. O voo saiu de Bogotá desceu em Pereira e a delegação seguiu mais 50 km de ônibus subindo serra, rodovia cheia de curvas para Manizales, onde o aeroporto só recebe aeronaves de pequeno porte. Lá o Cruzeiro venceu por 2 a 1 e foi eliminado perdendo aqui por 2 a 0.
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Nessa região o terremoto foi muito forte, muitos cafezais tombaram e ainda não foi feita uma avaliação geral sobre o café já colhido e guardado em sacas.
A Colômbia tem um café arábica de alta qualidade e a marca Juan Valdez é uma das mais conhecidas no mundo, tendo sido criada na década de 1950 por uma agência de comunicação de Nova York.
Trata-se de uma figura emblemática, de chapéu, ao lado de sua mula “conchita” que virou marca mundial, hoje com várias cafeterias espalhadas pelo mundo.
A Bolsa de Nova York já deu um toque para cima nos preços do café arábica. Como os estoques mundiais estão bem ajustados, se houver uma quebra significativa na produção colombiana, os preços podem ter nova disparada do café no mundo inteiro.
Itatiaia Agro, Valdir Barbosa.
Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.



