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Valdir Barbosa: chuvas comprometem colheita do café, qualidade e o preço para o consumidor

Chuvas fora de hora antecipam parcialmente a florada do café, comprometendo a segunda florada em setembro e outubro

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Imagem meramente ilustrativa • Magnific/Reprodução

Amigas e amigos do Agro!

Não há dúvida que a produção de café arábica no Brasil vai bater nova marca histórica, entretanto há risco de perda de qualidade devido ao excesso das chuvas, que retardam a secagem e o beneficiamento. Não será nada alarmante, entretanto, traz algum prejuízo aos produtores.

Com o mercado internacional buscando recompor os estoques por causa do atraso na colheita, os preços do café na Bolsa de Nova Iorque deixaram o mês de junho para trás, com alta significativa em julho.

Com isso, os preços para o consumidor que tiveram ligeira queda já estão se recuperando e subindo para quem deseja tomar um cafezinho, seja numa lanchonete ou em casa.

Tem cafés de menor qualidade no mercado que mostram preços acomodados. Os cafés de qualidade superior continuam em alta e a tendência é que possam subir ainda mais por falta de estoques equilibrados.

A safra brasileira deve colher 72 milhões de sacas, ficando 22 milhões e meio para o consumo domestico e 49 e meio para exportação.

O brasileiro toma em média 1.400 xícaras de café por ano, ou cerca de 4 xícaras por dia.

O preços da saca do café tiveram alta significativa desde a abertura da semana, algumas regiões ultrapassando a 5%

Patrocínio - R$ 1.900,00
Araguari - R$ 1.850,00
Guaxupé - R$ 1.878,00 -
Poços de Caldas - R$ 1.890,00
Varginha - R$ 1.860,00

Um dos motivos da alta do café nos mercados internacional e interno, além das chuvas nas regiões produtoras, é com a imprevisibilidade do El Niño que pode comprometer a florada dos cafezais em setembro e outubro, reduzindo a produção do ano que vem.

As chuvas fora de hora em algumas regiões cafeeiras estão antecipando parcialmente a chegada da florada, que vem com grãos menores que podem cair com os grãos maiores brotando em setembro e outubro, provocando queda de produção.
Essa instabilidade também sobe os preços agora.

Itatiaia Agro
Valdir Barbosa

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Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.

 

 

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