Custos de produção de frangos e suínos sobem em julho nos principais estados produtores
Comida mais cara para os animais e aumento nos preços dos pintainhos pressionaram as contas do setor agropecuário

Os custos de produção da avicultura e da suinocultura brasileiras voltaram a subir no mês de julho nos principais estados tomados como referência para o setor no país. A alta foi puxada, principalmente, pelo encarecimento da ração animal e de insumos essenciais. Os dados fazem parte do levantamento mensal publicado pela Embrapa Suínos e Aves através da Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS).
No Paraná, estado líder na avicultura nacional, produzir um quilo de frango de corte custava R$ 4,71 em junho e passou para R$ 4,77 em julho, uma alta de 1,39%. Com isso, o Índice de Custo de Produção do Frango (ICPFrango) atingiu 369,20 pontos. No acumulado de janeiro a julho de 2026, o índice registra avanço de 2,50%, enquanto no acumulado dos últimos 12 meses a variação chega a 3,76%.
Segundo o boletim, a ração representou 62,51% do custo total da avicultura paranaense em julho, apresentando aumento de 1,67% no mês e de 1,35% nos últimos 12 meses. Outro componente de peso no orçamento foram os pintainhos de 1 dia (19,83% do total de despesas), cujos custos de aquisição subiram 1,40% em julho e já acumulam disparada de 15,07% no período de um ano.
Panorama do custo no Paraná (Julho/2026)
De acordo com o infográfico divulgado pela Embrapa, no Paraná a composição detalhada dos custos por quilo vivo foi:
Frangos de corte (R$ 4,77/kg vivo em Jul/26)
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Alimentação (Ração): R$ 2,98
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Mão de obra: R$ 0,22
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Custo de capital: R$ 0,19
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Depreciação: R$ 0,12
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Outros: R$ 1,26
Histórico recente (R$/kg vivo): Fev (4,72) - Mar (4,72) - Abr (4,70) - Mai (4,68) - Jun (4,71) - Jul (4,77).
Suínos (R$ 5,81/kg vivo em Jul/26 no PR)
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Alimentação: R$ 4,07
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Custo de capital: R$ 0,41
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Mão de obra: R$ 0,24
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Depreciação: R$ 0,21
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Outros: R$ 0,88
Histórico recente (R$/kg vivo): Fev (5,87) - Mar (5,80) - Abr (5,82) - Mai (5,78) - Jun (5,75) - Jul (5,81).

Alta na suinocultura catarinense
Em Santa Catarina, principal referência da suinocultura no Brasil, o custo do quilo do suíno vivo subiu 1,30%, passando de R$ 6,21 em junho para R$ 6,29 em julho. O ICPSuíno fechou o mês aos 359,67 pontos.
Apesar do aumento pontual no mês, no acumulado do ano (janeiro a julho) o índice da suinocultura catarinense ainda apresenta recuo de 2,97%. No entanto, ao comparar os últimos 12 meses, observa-se alta de 2,60%. A alimentação dos animais representou 72,52% de todo o custo de produção em julho, registrando alta mensal de 1,19%, embora ainda acumule redução de 1,81% no ano.
Acompanhamento regional e ferramentas de apoio
Santa Catarina e Paraná são utilizados como parâmetros centrais nos cálculos da CIAS devido à liderança na produção nacional das duas cadeias produtivas. A Embrapa também monitora e disponibiliza dados para Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Para os estados do Sul, as estatísticas são divulgadas mensalmente, enquanto no Centro-Oeste e Sudeste a publicação é trimestral. Vale destacar que, em abril de 2026, os coeficientes zootécnicos de produtividade de Goiás e Minas Gerais foram atualizados, passando a integrar os cálculos publicados a partir de junho de 2026.
Para auxiliar os produtores rurais na gestão financeira das granjas, a Embrapa oferece soluções gratuitas, como o aplicativo Custo Fácil (para sistema Android), capaz de emitir relatórios detalhados e separar gastos com mão de obra familiar, além de planilhas eletrônicas de custos voltadas para granjas integradas de suínos e aves, disponíveis no portal da CIAS.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.



