Exportação de ovos avança no início do 2º semestre puxada por recorde em processados
Embarques de produtos processados dispararam 122% em julho e atingiram a maior marca histórica para o mês, aponta Cepea/Secex

Os embarques brasileiros de ovos começaram o segundo semestre em ritmo de alta, sustentados principalmente pelo forte desempenho das vendas externas da indústria de processados entre junho e julho. O segmento, que inclui itens como ovalbumina (principal proteína encontrada na clara do ovo), ovos secos e cozidos, registrou em julho o maior volume exportado para o mês de toda a série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), iniciada em 1997.
De acordo com dados da Secex, compilados e analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o Brasil exportou ao todo 2,68 mil toneladas de ovos, somando as modalidades in natura e processados, no mês passado. O resultado representa um crescimento de 3,3% na comparação com o mês de junho.
Apesar da reação recente, o setor ainda opera abaixo do patamar observado no ano passado: o volume embarcado em julho ficou 49% inferior ao registrado em igual período de 2025.
Categoria de processados dispara 122%
O grande motor do desempenho no período foi a categoria de ovos processados. Das 2,68 mil toneladas exportadas em julho, cerca de 1,21 mil toneladas foram destinadas a produtos com maior valor agregado.
O volume representa um salto expressivo de 122% em relação ao mês anterior, quando o setor havia embarcado 548 toneladas de produtos processados. A forte alta reforça a demanda internacional por insumos avícolas industrializados e ajudou a compensar a oscilação nas vendas do produto in natura.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.



