Valdir Barbosa: coreanos estão no Brasil avaliando a carne bovina para importação futura
Após visita dos japoneses, coreanos chegaram ao Brasil para uma inspeção da carne bovina; atualmente, a Coreia compra somente da Austrália e dos Estados Unidos

Amigas e amigos do Agro!
Depois de ser reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal como país livre de febre aftosa sem vacinação, o Brasil aguarda uma posição do Japão e da Coreia do Sul que podem ser nossos próximos clientes da carne bovina.
Autoridades sanitárias japonesas estiveram no Brasil esse ano e fizeram vistoria em alguns frigoríficos no sul do país. Entretanto, são visitas não divulgadas por uma questão de norma japonesa.
Agora é a vez dos coreanos que chegaram ao Brasil e vão visitar frigoríficos em São Paulo, Pernambuco e Mato Grosso do Sul para uma inspeção rigorosa também em fábricas de ração e em um laboratório federal.
Japão e Coreia do Sul são bastante exigentes na qualidade sanitária da carne bovina. Ambos já importam carne suína brasileira, apenas de Santa Catarina.
A carne de frango também vai para o Japão e Coreia, saindo de diversos estados, inclusive Minas Gerais que tem frigoríficos habilitados pelos dois países asiáticos.
Ainda sobre a carne bovina, o veto da União Europeia é um fator que pesa na decisão dos coreanos e japoneses, que são criteriosos na escolha de produtos agrícolas que importam.
Detalhe importante! A carne bovina embarcada em julho para a Europa teve o valor recorde pago pelo quilo da proteína.
Assim como os asiáticos, os europeus compram cortes de primeira linha e por isso pagam mais caro. Só que o governo não consegue apresentar um certificado federal que comprove as exigências do não uso dos antimicrobianos.
Os japoneses, como exemplos de rigor sanitário, compravam carne argentina somente da Patagônia, região distante e com poucos riscos de febre aftosa. Agora, o criado no norte da Argentina também está sendo exportado para o Japão.
A Coreia do Sul ainda não compra carne argentina, restringindo seu mercado aos Estados Unidos e Austrália.
Valdir Barbosa, Itatiaia Agro.
Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.



