O setor cafeeiro é um dos principais afetados pela
Márcio Ferreira, presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) apontou que o Brasil exportou, ano passado, 50,4 milhões de sacas de café, das quais 8,2 milhões foram para os Estados Unidos.
Os Estados Unidos é o maior consumidor de café e o Brasil representa 33% de todo o café consumido no país norte-americano. “Para cada dólar exportado pelo Brasil, gera US$ 43 na indústria americana. Os Estados Unidos emprega 2,2 milhões de pessoas no café, na indústria, e US$ 343 bilhões são gerados pelo café", afirma Ferreira.
“O café brasileiro é o café mais competitivo, isso é muito importante notar, tanto arábica quanto robusta. E o café brasileiro traz o corpo e a doçura que os outros cafés das outras origens não têm. Precisamente não têm. E a nível de consumidor, o consumidor está satisfeito, feliz com os cafés do Brasil”, ressalta o presidente da Cecafé.
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), Pavel Cardoso, complementou o posicionamento de Ferreira.
“Em comparação ao PIB americano, o café lá naquele país representa 1,2% do PIB americano. 76% dos americanos consomem café. E a experiência que a indústria nacional está complementando com a indústria americana, que por lá também negocia esse equilíbrio da relação comercial Brasil-Estados Unidos, há todo um sentimento do setor de que isso seja resolvido”, afirma Cardoso.
Assim como o setor de carnes, pela ABIEC, o setor cafeeiro também defende a negociação de urgência para solução imediata ou prorrogação da tarifa.