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Dependem do café: para cada dólar exportado, Brasil gera US$ 43 aos EUA, diz setor

A tarifa de 50% anunciada por Trump afeta o setor cafeeiro brasileiro; Brasil representa 33% de todo o café consumido no país norte-americano

Brasil representa 33% de todo o café consumido no país norte-americano

O setor cafeeiro é um dos principais afetados pela tarifa de 50% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em coletiva de imprensa, após a reunião de Alckmin com empresários e associações do agro brasileiro, o setor da café foi discutido.

Márcio Ferreira, presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) apontou que o Brasil exportou, ano passado, 50,4 milhões de sacas de café, das quais 8,2 milhões foram para os Estados Unidos.

Os Estados Unidos é o maior consumidor de café e o Brasil representa 33% de todo o café consumido no país norte-americano. “Para cada dólar exportado pelo Brasil, gera US$ 43 na indústria americana. Os Estados Unidos emprega 2,2 milhões de pessoas no café, na indústria, e US$ 343 bilhões são gerados pelo café", afirma Ferreira.

“O café brasileiro é o café mais competitivo, isso é muito importante notar, tanto arábica quanto robusta. E o café brasileiro traz o corpo e a doçura que os outros cafés das outras origens não têm. Precisamente não têm. E a nível de consumidor, o consumidor está satisfeito, feliz com os cafés do Brasil”, ressalta o presidente da Cecafé.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), Pavel Cardoso, complementou o posicionamento de Ferreira.

“Em comparação ao PIB americano, o café lá naquele país representa 1,2% do PIB americano. 76% dos americanos consomem café. E a experiência que a indústria nacional está complementando com a indústria americana, que por lá também negocia esse equilíbrio da relação comercial Brasil-Estados Unidos, há todo um sentimento do setor de que isso seja resolvido”, afirma Cardoso.

Assim como o setor de carnes, pela ABIEC, o setor cafeeiro também defende a negociação de urgência para solução imediata ou prorrogação da tarifa.

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde
Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.