A Conab divulgou o
A Região Norte/Nordeste, com a produção estimada em 55,8 milhões de toneladas, equivale a 15,8% do total, e a produção da Região Centro-Sul, projetada em 297,3 milhões de toneladas, corresponde a 84,2% da produção nacional. Destaque para a Região Centro-Oeste, principal produtora, com 174,5 milhões de toneladas, o que representa 49,4% do total nacional.
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Apesar do aumento de produção e de área, a produtividade da soja se manteve em um cenário de estabilidade, com leve oscilação negativa de 0,1%, queda explicada por chuvas irregulares em volumes aquém do esperado em regiões do Mato Grosso do Sul e limitações físicas em solos arenosos em algumas localidades de Goiás, apesar da estimativa de aumento da produtividade do Rio Grande do Sul nesta safra.
Outra importante cultura, o
Entretanto, devido a eventos climáticos como tempestades, granizo, baixas e altas temperaturas e veranicos na Região Sul do país e falta de chuvas no estágio inicial de desenvolvimento em Minas Gerais, influenciando na primeira safra, a projeção é que o cereal tenha queda de 1,5% na produção e 5,3% na produtividade, computadas as três safras. Em relação à produção, ela sai de 141 milhões de toneladas na safra 2024/25 para em torno de 138,9 milhões nesta safra, uma redução de 2,23 milhões de toneladas. Já no que se refere a produtividade, a estimativa é que ela caia 343 kg/ha, sendo de 6.457 kg/ha no ciclo agrícola passado e agora de 6.114 kg/ha.
Sorgo, girassol e mamona
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Da mesma forma, a área também deve ter uma adição de 184,3 hectares, partindo de 1,6 milhão de hectares na safra passada e chegando a 1,8 milhões de hectares na safra 2025/26. Ainda assim, a produtividade do grão tende a diminuir em 1,9%, deixando os 3.739 kg/ha do ciclo passado e chegando a 3.670 kg/ha na safra corrente. Destaca-se que o maior cultivo do sorgo acontecerá na segunda safra, após a colheita da soja.
Impulsionado pela demanda por óleo vegetal e biodiesel, a perspectiva de produção do girassol é de 101,9 mil toneladas, ou seja, 1,5 mil toneladas a mais que na safra passada, que era de 100,4 mil toneladas, representando um aumento de 1,5%. A área para o plantio da oleaginosa também deve ter expansão de 3,1%, aumentando em 1,9 mil hectares, de 61,9 mil hectares em 2024/25 para 63,8 em 2025/26.
Contudo, a expectativa é que a produtividade do grão apresente decréscimo de 1,5%, em razão da regularidade das chuvas, com intervalos de boa insolação e temperaturas amenas no Rio Grande do Sul. Por esses motivos, projeta-se um recuo da produtividade do grão de 24 kg/ha, o qual atingiu a marca de 1.622 kg/ha na safra anterior e deve recuar para 1.598 kg/ha na safra presente.
Por fim, a mamona, que também vem ampliando o cultivo no Brasil, recentemente, por causa do fornecimento do óleo de rícino para biocombustíveis, cosméticos e farmacêuticos, demonstra aumento em área, produção e produtividade. Em consequência do aumento do cultivo e de boas condições climáticas na Bahia, a estimativa é que o grão supere a produção na safra 2024/25 de 100 mil toneladas, alcançando 147,4 mil toneladas na safra atual.
Da mesma forma, a área cultivada será 9,3% maior, no ciclo passado foi de 69,6 mil hectares, atingindo a marca de 76,1 mil hectares, o que quer dizer 6,5 mil hectares a mais. Como resultado, a produtividade também se encaminha para ter um significativo avanço de 34,8%, saindo de 1.437 kg/ha na safra anterior para 1.938 kg/ha para o ciclo 2025/26. Assim como o sorgo, a maior parte da semeadura do girassol acontecerá após a colheita da primeira safra, sobretudo no Centro-Oeste.
Demais culturas de verão
A semeadura das culturas de primeira safra está em fase final e já foram iniciadas as primeiras colheitas, ainda a depender de condições climáticas, com a área cultivada em consolidação. Além disso, o calendário de plantio das culturas de segunda e terceira safras segue até junho deste ano.
Algodão : previsão de redução de 2,8% na área cultivada em relação à safra 2024/25, totalizando 2 milhões de hectares. A produção de pluma está estimada em 3,8 milhões de toneladas. O plantio segue em andamento, com 25,1% concluído na primeira semana de janeiro, e 64,8% da área semeada já em fase de desenvolvimento vegetativo.- Amendoim: expectativa de queda na produção em 1,9% em comparação com o ciclo agrícola anterior, totalizando 1,1 milhão de toneladas; e de variação positiva na área semeada em 0,5% em relação a safra 2024/25, projetada para 281,8 mil hectares.
- Arroz: estimativa de redução de 9,9% na área semeada, totalizando 1,6 milhão de hectares, e queda de 13,3% na produção, projetada em 11,1 milhões de toneladas. A área irrigada apresenta redução de 6,6%, estimada em 1,3 milhão de hectares e produção de 10,2 milhões de toneladas, e a área de sequeiro reduz 21,4%, estimada em 310,1 mil hectares, com produção de 857 mil toneladas, 26% abaixo da safra anterior.
- Feijão: a produção total de feijão, somando as três safras, está estimada em 3 milhões de toneladas, 0,5% abaixo da safra anterior. A primeira safra apresenta redução de 11,1% na área plantada, totalizando 807,6 mil hectares, com expectativa de produção de 983,6 mil toneladas, 7,4% inferior à safra passada. A colheita iniciou no Paraná, Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, e foi finalizada em São Paulo. A segunda e terceira safras serão semeadas entre janeiro e julho.
- Gergelim: perspectiva de estabilidade em produção e área cultivada estimadas em 399,4 mil toneladas e 608 mil hectares plantados, respectivamente.